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Roberto Stuckert Filho|PR

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Recife

Dilma pede unidade entre entidades de governo para País sair da crise

Em evento de inauguração de via em pernambuco, presidente afirmou que atuação conjunta dos diferentes entes da Federação é essencial para superar dificuldades

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Ana Fernandes,
O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2016 | 18h00

A presidente Dilma Rousseff exaltou nesta quinta-feira, 21, a parceria entre diferentes entidades de governo como principal elemento para a realização de grandes obras no País. Em Recife, para inaugurar a Via Mangue, uma obra viária com R$ 431 milhões de investimentos, Dilma destacou que a obra foi feita ao longo de duas presidências (dela e de Lula), além de ter passado por dois governadores e três prefeitos. Na atual conjuntura de crise, a presidente afirmou que é necessário a atuação conjunta dos diferentes entes da Federação.

"Nós todos temos de trabalhar muito para que, no Brasil, retomemos o crescimento. É óbvio que somos democracias, onde pessoas podem divergir, se manifestar. Nós que vivemos na ditadura, sabemos o quanto isso é virtuoso, mas nada disso nos impede de termos acordo, unidade, ação conjunta, para ações importantes", afirmou em seu discurso.

"A democracia tem essa flexibilidade. Permite, ao mesmo, gente que tem postura crítica, que reivindica, seja também em algumas questões capaz de agir em conjunto. É fundamental para o Brasil sermos capazes de agir na mesma direção e sentido", prosseguiu.

A presidente discursou ao lado do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, e do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ambos do PSB, partido que não é da base do governo.

Dilma também aproveitou o evento para exaltar obras e programas que são vitrine de seu governo. Ao cometer um ato falho e chamar a obra viária de "Vila Mangue", emendou uma fala sobre o complexo residencial com esse nome, parte do Minha Casa, Minha Vida. Ela ainda repetiu a promessa e disse estar confiante que o governo vai lançar a terceira fase do programa habitacional ainda neste ano - ao lado do ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), que estava na inauguração.

Dilma falou ainda do Fies, do Prouni e da obra de transposição do Rio São Francisco, que vem desde o governo Lula e que sofreu diversos atrasos. Dilma disse que a obra é "fundamental" para Pernambuco e para o Nordeste. "Com a integração do São Francisco, vamos perenizar mil quilômetros de rio, vamos assegurar que o convívio com a seca seja uma realidade. Essa obra será sempre mantida. O nosso objetivo é, no final deste ano, que a gente possa estar em condições de inaugurar tanto o trecho leste como o trecho norte."

A presidente falou que vai lançar em breve novas concessões para obras de infraestrutura e que seu governo continuará apoiando iniciativas de segurança hídrica, dada a seca que atinge o Nordeste nos últimos anos.

Zika e o Aedes. Dilma também aproveitou o discurso para falar do combate à proliferação do Aedes aegypt, para conter o surto de microcefalia causado pelo vírus zika, transmitido pelo mosquito. A presidente se confundiu e chegou a dizer "mosquito zika" e "vírus aedes", mas depois se corrigiu.

"Temos que assegurar que as pessoas se conscientizem de que não pode deixar água parada", afirmou. Ela também destacou que "laboratórios brasileiros e internacionais" estão trabalhando em vacinas contra a denque e contra a zika.

Financiamento para produtores de açúcar. Dirigindo-se ao setor sucroalcooleiro pernambucano, Dilma afirmou que vai publicar nesta sexta-feira um decreto que regulamenta a lei que permite a produtores de açúcar terem acesso a recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), do BNDES. Segundo ela, a lei vai permitir a contratação de financiamento privado e beneficiar, por exemplo, os produtores que exportam para os Estados Unidos.

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