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Dilma nomeia Toron para vaga no TRE de São Paulo

RICARDO GALHARDO E FAUSTO MACEDO - Agência Estado

17 Abril 2014 | 16h 57

A presidente Dilma Rousseff nomeou nesta quarta feira o criminalista Alberto Zacharias Toron para o cargo de juiz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Toron, há 32 anos na advocacia, vai ocupar cadeira da classe jurista - destinada a advogados na Corte eleitoral. Toron integrava lista tríplice do TRE paulista e passou pelo crivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que examinou os requisitos objetivos e subjetivos - notório saber jurídico e reputação ilibada. Levada a lista ao Palácio do Planalto, ele foi o escolhido por Dilma.

O mandato de Toron é de dois anos, renovável por mais dois anos, uma única vez, Mestre e doutor em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP), professor da PUC/SP de Direito Penal, Toron possui curso de especialização em Direito Penal da Universidade de Salamanca e de Direito Penal Econômico da Universidade de Coimbra.

Ele foi presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes do governo Mário Covas (PSDB). Autor de vários livros, Toron defendeu ao longo de sua carreira polêmicos personagens da história recente, como o ex-deputado João Paulo Cunha (PT/SP), no processo do Mensalão, e o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, preso por desvio de dinheiro da obra do Fórum Trabalhista da Capital.

Sua nomeação será publicada no Diário Oficial e a posse administrativa no TRE paulista será marcada pelo presidente da Corte, desembargador Mathias Coltro. Toron considera "um desafio" sua nova missão - ele vai atuar já nas próximas eleições gerais. Ele destaca que é defensor também de uma das empresas do cartel do Metrô de São Paulo. Esta semana ele conseguiu anular na Justiça uma ação penal contra uma empresa sua cliente.

"Atuei nas mais importantes operações da Polícia Federal nos últimos anos", destaca. "Eu me orgulho do meu trabalho, vivo do meu trabalho, sou filho de imigrantes, tudo o que tenho é graças à advocacia e à Justiça do meu País." Sobre o fato de ter defendido João Paulo Cunha nos autos da Ação Penal 470, Toron foi enfático: "Eu não tenho vínculo com o PT, eu tenho vinculação com a Justiça."

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