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Dilma não deve ser responsabilizada pela compra de refinaria, diz Renan

Ricardo Brito - O Estado de S. Paulo

19 Março 2014 | 15h 40

Reportagem do Estado revelou nesta quarta que a presidente votou a favor da transação que causou prejuízo à Petrobrás

Brasília - O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), saiu nesta quarta-feira, 19, em defesa da presidente Dilma Rousseff na operação de venda da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006. Reportagem do Estado revelou nesta quarta que Dilma votou a favor da transação com base em um resumo feito pelo ex-diretor internacional da Petrobrás Nestor Cerveró.

Em nota, Dilma justificou que se baseou sua decisão em um resumo que ela classifica de "falho" e "omisso". Na ocasião, a presidente era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.

A refinaria foi comprada em duas etapas. Há oito anos, já era considerada obsoleta quando o conselho presidido por Dilma avalizou a compra. Mais tarde, após uma disputa judicial, a Petrobrás se viu "obrigada" a comprar a outra metade da refinaria, o que custou ao final US$ 1,2 bilhão.

"Na vida pública não pode existir, absolutamente, nenhuma dúvida. A presidente, mais do que qualquer um, quer o esclarecimento definitivo dos fatos. Você não pode responsabilizar pela participação um conselho, alguém que tem demonstrado a responsabilidade que ela tem demonstrado com o País", afirmou o presidente do Congresso, na saída da solenidade de lançamento da campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que defende o aumento da participação feminina na política.

Questionado se caberia uma investigação do Congresso, Renan Calheiros disse que é preciso esclarecer os fatos. Contudo, ele ressalvou que uma investigação do Legislativo só deve ocorrer se não ficar esclarecidas as apurações realizadas por outros órgãos oficiais.

"A investigação política só tem sentido quando o fato não está sendo investigado pelas vias normais. Quando está sendo investigado pelas vias normais, nós precisamos fortalecer esse caminho de investigação e aguardar o resultado. Se não estiver sendo esclarecido pelas vias normais, e não é o caso, você faz uma investigação política", disse.