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Política

Brasília

Dilma muda agenda e se reúne com ministros do PMDB

A previsão inicial era uma reunião com Jaques Wagner, que está atualmente alocado no gabinete pessoal da Presidência; decisão ocorre às vésperas do encontro que vai decidir sobre o desembarque da sigla do governo

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Isadora Peron e Erich Decat,
O Estado de S. Paulo

28 Março 2016 | 10h48

Brasília - Com o desembarque do PMDB previsto para esta terça-feira, 29, a presidente Dilma Rousseff alterou a agenda e recebe nesta manhã ministros da sigla. A previsão inicial era uma reunião com o ministro Jaques Wagner, que está atualmente alocado no gabinete pessoal da Presidência.

Entre os presentes está o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Ele é um dos que tem trabalhado para que a sigla não deixe a base aliada. Em entrevista ao Estado no fim de semana, ele disse considerar "precipitado" o rompimento imediato.

Segundo o Estado apurou, integrantes do Palácio do Planalto dispararam telefonemas na noite de ontem para alguns dos ministros da legenda chamando para o encontro previsto para começar às 10 horas de hoje. Segundo relatos, nas ligações, os assessores palacianos informaram que todos os sete ministros deveriam estar em Brasília para a reunião com a petista. Atualmente o PMDB ocupa as pastas de Minas e Energia, Agricultura, Saúde, Turismo, Portos, Aviação Civil e Ciência e Técnologia.

Os ministros do PMDB também devem ser procurado pelo vice-presidente Michel Temer nesta segunda-feira. Presidente nacional do partido, Temer tenta convencer todos os sete representantes da sigla na Esplanada a entregar os seus cargos esta semana

Neste domingo, assim que voltou de Porto Alegre, Dilma reuniu integrantes da equipe ministerial no Palácio da Alvorada. A estratégia imediata vai ser atuar no varejo para conquistar o maior número de deputados possível.

A ideia é entregar os cargos que estavam ao PMDB para outras legendas que garantirem votos contra o impeachment.  Hoje, o cálculo do Planalto é que o governo a não tem os 171 nomes necessários para barrar o processo na Câmara e que seria muito difícil paralisá-lo no Senado.

Para auxiliares de Dilma, os próximos 15 dias serão decisivos para o governo. Diante da perspectiva de que a comissão que analisa o impeachment termine seus trabalhos em meados de abril, o Planalto vai ter que trabalhar dia e noite para costurar acordos que consigam manter a presidente no cargo.

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