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Política

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Dilma faz escala inesperada em SP para ver jogo do Brasil

Presidente visitou áreas atingidas por chuvas no Paraná e, na volta, ordenou uma parada no caminho; Aécio assistiu à partida em BH, ao lado de ex-jogadores e Campos na cara de Romário, no Rio

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Ricardo Galhardo e Alex Capella,
O Estado de S. Paulo

17 Junho 2014 | 20h00

São Paulo - Depois de ser hostilizada na abertura da Copa do Mundo, na última quinta-feira, 12, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff voltou a ter dificuldades durante o jogo da seleção brasileira contra o México nesta terça-feira, 17. A presidente saiu atrasada do Paraná, onde sobrevoou áreas atingidas pela chuva, perdeu o primeiro tempo da partida e fez uma parada inesperada em Pirassununga, onde viu o segundo tempo do empate em zero a zero do Brasil.

Dilma saiu de União da Vitória (PR) depois das 15h, com mais de meia hora de atraso. De acordo com a agenda oficial ela iria direto para Brasília mas diante da possibilidade de perder o jogo, Dilma ordenou uma parada no meio do caminho.

O local escolhido foi a Academia da Força Aérea em Pirassununga (SP), onde Dilma, vestida de calça preta, casaco bege e camisa amarela da seleção, viu final do jogo acompanhada do brigadeiro Carlos Eduardo Almeida e da prefeita Cristina do Léssio (PDT).

A presidente acompanhou o primeiro tempo por meio do Twitter de assessores. Terminada a partida, Dilma voltou para Brasília.

O pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, assistiu à partida entre Brasil e México na casa de um amigo, em Belo Horizonte, ao lado de ex-jogadores do Cruzeiro, como Wilson Piazza, Nelinho e Joãozinho, além do ídolo do vôlei Giovani Gávio, pré-candidato a deputado estadual. O tucano deixou as críticas ao governo federal em segundo plano e afirmou que, agora, "é hora de os brasileiros se unirem para torcer pela nossa Seleção".

Vice. O tucano confirmou para o próximo dia 30, às 10 horas, o anúncio do nome que irá disputar a vice-presidência ao seu lado, pelo PSDB. "Vamos aproveitar a reunião da executiva nacional do partido para indicar o nome e vamos usar todo o tempo que temos, até lá", afirmou o senador. "Na verdade, é uma decisão difícil pelo grande número de pessoas qualificadas que se dispuseram a nos ajudar nessa proposta por um novo país".

Alheio às manifestações, ele lembrou que, se dentro de campo, a Copa do Mundo vem sendo um sucesso, o mesmo não se pode dizer sobre as obras de mobilidade prometidas para o torneio.

"Há uma incapacidade do governo, neste ponto, mas não vou cair na armadilha de dividir o Brasil em duas partes. No dia seguinte ao final da Copa do Mundo, ficarão as obras infraestruturais paralisadas e o fantasma da volta da inflação", avaliou o tucano. "Por isso, vamos continuar apontando os equívocos deste governo, mas através de um debate que olha para o futuro e não enxerga o país pelo retrovisor".

Perguntado sobre a afirmação do ex-presidente Lula, que disse que oposição "destila ódio" nas suas críticas, Aécio foi enfático: "Não vou entrar em um confronto. Tenho uma proposta alternativa à que aí está e quero que o Brasil avance mais rápido, acabando com a desconfiança que se abateu sobre nossa economia".

Sobre a sucessão estadual, o senador enfatizou que a pré-candidatura de Pimenta da Veiga representa a continuidade de um projeto vitorioso. "Minas Gerais é, hoje, referência de gestão pública de qualidade e queremos dar sequência nisso também", declarou Aécio. "Ao contrário do plano federal, cujos indicadores só vêm regredindo, não podemos deixar uma experiência de sucesso sem continuidade".

Campos. Pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos assistiu ao empate de Brasil e México na casa do deputado federal Romário (PSB-RJ), que deverá disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro, na residência do ex-jogador, na Barra da Tijuca, zona oeste. Campos estava com a mulher, Renata, e o filho caçula, Miguel, que nasceu em janeiro. Romário estava com a filha Ivy, de 9 anos.

Campos não quis falar com a imprensa. Nesta quarta-feira, o pré-candidato faz visita ao Centro Cultural Cartola, na Mangueira, acompanhado de sua vice, Marina Silva, e do pré-candidato do PROS ao governo do Rio, Miro Teixeira. COLABOROU LUCIANA NUNES LEAL