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Dilma escala Jaques Wagner para levar mensagem ao Congresso na próxima semana

- Atualizado: 27 Janeiro 2016 | 21h 37

Em meio ao processo de impeachment, a ida da presidente pessoalmente ao Legislativo seria um gesto de afago à base aliada, mas ela preferiu manter a tradição dos últimos anos e enviar o chefe da Casa Civil

BRASÍLIA - Apesar do apelo de auxiliares, a presidente Dilma Rousseff decidiu manter a tradição dos últimos anos e escalar o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, para apresentar a mensagem do Executivo na reabertura dos trabalhos do Congresso na próxima semana.

Em meio ao processo de impeachment, a ida de Dilma pessoalmente ao Legislativo seria um gesto de afago à base aliada e serviria para que a presidente apresentasse propostas para superar não só a crise política, mas também a econômica. Ela poderia, por exemplo, fazer um apelo pela aprovação da volta da CPMF e defender a necessidade de se dar início à reforma da Previdência.

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner 

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner 

Apesar de não ir ao Congresso, um ministro próximo a Dilma ponderou que ela vai ter em breve duas possibilidades de passar a sua mensagem, tanto para a população quanto para os parlamentares.

A primeira será nesta quinta-feira, 28, durante a reunião da nova composição Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O chamado Conselhão está sendo ressuscitado por Dilma numa tentativa de mostrar que o governo está disposto a retomar o diálogo com a sociedade para tentar encontrar saídas para a crise.

A outra será na próxima terça-feira, 2, quando ela participará de um café da manhã com líderes da base aliada. O encontro está sendo articulado pelo ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e vai contar com a presença do novo titular do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. A ideia é que os deputados possam fazer críticas e apresentar sugestões para a condução da política econômica em 2016.

A ideia de Dilma ir pessoalmente ao Congresso ganhou força entre auxiliares do Palácio do Planalto depois de o ex-ministro Delfim Netto afirmar, em uma entrevista publicada no jornal Valor Econômico, que o gesto serviria como uma demonstração de força e empenho neste início do ano. Essa, no entanto, seria uma demonstração fora do comum, já que Dilma, desde que assumiu a Presidência em 2011, tem delegado a missão ao titular da Casa Civil.

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