Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Dilma encontra Lula em SP e busca apoio de movimentos sociais

Presidente participa da abertura do Congresso da CUT ao lado de Lula e do presidente do Uruguai José Pepe Mujica

TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2015 | 14h10

Brasília - Depois de um fim de semana de intensas articulações em Brasília para tentar barrar o processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff segue nesta terça-feira, 13, para São Paulo onde irá se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os próximos passos deste processo. Ao mesmo tempo, a presidente buscará apoio junto aos movimentos sociais, ao participar da abertura do Congresso da CUT, nesta terça. Neste encontro da CUT, Dilma aparecerá não só ao lado de Lula, mas também do ex-presidente do Uruguai, José Mujica.

Mais cedo, Dilma se reuniu no Palácio do Planalto com 11 ministros e os três líderes do governo no Congresso. Pediu apoio aos ministros e aos partidos que eles representam. O governo quer impedir, a todo custo, a instauração do processo de seu afastamento. 

Durante a realização da reunião no Planalto, chegou à presidente e aos ministros a decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender qualquer rito estabelecido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para dar andamento a um eventual processo de impeachment contra Dilma. A decisão do STF foi bem recebida pela assessoria da presidente Dilma. Apesar de considerarem essa decisão boa para o governo, há uma preocupação grande ainda porque todos têm consciência que Eduardo Cunha, ferido neste momento com as acusações contra ele na Lava Jato, pode, a qualquer momento, determinar a abertura do processo de impeachment. 

Ao mesmo tempo, o governo quer reabrir as pontes e interlocutores estão tentando restabelecer uma ponte com Eduardo Cunha para saber o que o presidente da Câmara quer, na verdade. Não está descartado que até a própria presidente possa procurá-lo. Mas, antes disso, outros auxiliares da presidente, estão fazendo esta ponte.

Além de procurar os movimentos sociais, a presidente Dilma também está procurando restabelecer pontes com o empresariado, que começou a dar sinais de afastamento do governo, o que não seria nada bom para o governo. Na reunião com os ministros, a presidente disse a todos que o momento é de diálogo e reaproximação e este será o trabalho de todos nas próximas horas e nos próximos dias, já que a imprevisibilidade de Cunha será o fator determinante neste momento.

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