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Dilma é vaiada em abertura de jogos indígenas

Após o episódio, o cerimonialista pediu respeito às autoridades presentes no evento e disse que o local não era um 'comício'

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2015 | 22h02

Brasília - A presidente Dilma Rousseff foi vaiada nesta sexta-feira, 23, durante a abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas em Palmas, no Tocantins.

Devido ao atraso no início da cerimônia, uma parte da plateia começou a pedir que o evento começasse e outro gritou o nome de Dilma. Logo em seguida, esse coro foi abafado por uma vaia.

Após o episódio, o cerimonialista pediu respeito às autoridades presentes no evento e disse que o local não era um "comício". 

Dilma tem uma relação de pouca proximidade com a causa indígena. Se for levado em conta os dados referentes ao primeiro mandato da petista, ela foi a presidente que menos delimitou terras indígenas desde 1985.

Durante a cerimônia de abertura, Dilma ouviu cobranças de lideranças indígenas. Eles pediram a ela que não permitisse a aprovação da PEC 215, que transfere da União para o Legislativo a prerrogativa da demarcar territórios indígenas. Também denunciaram o que chamaram de extermínio da etnia guarani-kaiowá.

Apesar de ter vindo à capital do Tocantins para participar da abertura dos jogos, Dilma dedicou parte da sua agenda a um encontro com empresários do setor ruralista da região conhecida como Matopiba. 

Durante a reunião, a presidente defendeu a importância da região conhecida como Matopiba, considerada uma das últimas fronteiras agrícolas em expansão do mundo e que engloba terras dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O encontro foi articulado pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, senadora pelo Tocantins, que tem como uma das prioridades da sua gestão impulsionar o desenvolvimento da região. 

A expansão da área agrícola, porém, preocupa ambientalistas, já que é focada principalmente nas grande plantações de grãos, como a soja. 

 

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