Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma é alvo de manifestação em Campo Grande

Em ato próximo a palanque com autoridades, cerca de 50 pessoas pediram impeachment da presidente; ministra Kátia Abreu foi vaiada por militantes rurais

Pedro Venceslau, enviado especial, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 11h43

Atualizado às 14h41

Campo Grande - Em sua primeira viagem oficial pelo Brasil no segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff foi alvo de protestos em Campo Grande (MS), nesta terça-feira, 3. Dilma ainda a ministra da Agricultura, Katia Abreu (PMDB-TO), ser vaiada duas vezes, cometeu gafes no discurso e deixou a cidade sem conversar com os jornalistas para não ter que comentar os rumores sobre a saída de Graça Foster da presidência da Petrobrás.

A manifestação reuniu cerca de 50 pessoas que pediam o impeachment de Dilma. O ato ocorreu em uma via próxima ao palanque onde foi realizada a cerimônia de inauguração da primeira unidade da Casa da Mulher Brasileira, programa que unifica serviços prestados às mulheres vítimas de violência. O grupo gritava palavras de ordem contra ela e o ex-presidente Lula, chamado de "cachaceiro".

Dilma subiu ao palanque ao lado do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e de ministras e deputadas da base aliada. Na plateia do evento, a presidente enfrentou um constrangimento quando o público vaiou o prefeito da capital, Gilmar Olarte (PP), que estava ao lado da presidente.

No discurso de quase meia hora, a presidente cometeu duas gafes. Na primeira, chamou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de prefeito. Na segunda, referiu-se ao Estado apenas como Mato Grosso. Ao ser corrigida pela plateia, completou: "do Sul".

As vaias à ministra Kátia Abreu (PMDB) partiram de militantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do MST que estavam na plateia. A presidente levou na viagem todas as ministras do seu governo e ainda a vice-presidente do STF, Carmen Lúcia, que foi elogiada durante o discurso. "Uma das mais importantes ministras do STF desse País", enfatizou Dilma.

Terminada a cerimônia, a presidente saiu cercada de seguranças e evitou falar com a imprensa.

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