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Dilma diz que tentativa de desgastar o governo é usual em pré-campanha

Beatriz Bulla, Gustavo Porto e Leonêncio Nossa - O Estado de S. Paulo

07 Abril 2014 | 19h 39

Durante evento em Minas, presidente manda recado aos adversários e afirma que não vai 'recuar um milímetro da disputa política quando la aparecer'

Contagem - Sem se referir diretamente às suspeitas envolvendo negócios da Petrobrás, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, 7, que "é usual em pré-campanha e em campanha que haja uso de todos os instrumentos possíveis para desgastar governo".

"Nós temos experiência disso. Já enfrentamos isso em 2006, na reeleição do Lula, e em 2010, na minha eleição", afirmou ela para uma plateia de prefeitos em evento realizado em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

A Petrobrás será investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar, entre outras questões, a compra da refinaria de Pasadena, na Califórnia (EUA).

A presidente afirmou que o governo dela "continuará governando e mantendo caráter republicano" e encerrou o discurso com um recado aos adversários: "Não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer".

Campanha. No reduto eleitoral do senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, Dilma participou da solenidade acompanhada do ex-ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel, provável candidato ao governo de Minas Gerais pelo PT, como parte de numa estratégia para dar visibilidade aos nomes do partido às disputas em estados estratégicos.

Nos três últimos eventos em São Paulo, para a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida - em São José dos Campos, Bauru e São José do Rio Preto -, a presidente esteve ao lado do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, nome do PT para concorrer ao governo paulista, há quase 20 anos comandado pelo PSDB.

No evento em Contagem, em que a presidente entregou patrolas e caminhões-caçamba para 151 municípios mineiros, o prefeito de Joaíma (MG), Donizete Lemos (PT), pediu apoio aberto à reeleição de Dilma, independente de partidos. "A Dilma governa para todos e não escolhe partidos (...) Companheiros, não tenham medo de encarar esta campanha. Vamos manter este governo", disse o petista. "Não tenham medo de apoiar a presidente Dilma. O Brasil de 12 anos para cá teve toda essa transformação. Tem de continuar a Dilma."

Após ser saudada com um "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma", a presidente procurou reduzir o tom político do evento. "Este é um evento de governo."