EFE
EFE

Dilma volta a falar em golpe e desafia opositores a achar um malfeito seu

Mantendo o tom contundente de discurso realizado na terça, em Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ela afirmou que faz sua defesa com serenidade e que nunca aproveitou do seu cargo de presidente para obter vantagem para si

O Estado de S. Paulo

14 Outubro 2015 | 19h29

Atualizado às 21h44

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff fez nesta quarta-feira, 14, mais um discurso em sua defesa durante um congresso de camponeses organizados pela liderança do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA). Dilma voltou a desafiar seus opositores e os defensores de seu impeachment a encontrar um desvio de conduta no período em que ocupa o Palácio do Planalto. 

“Jamais utilizei em meu proveito a atividade que exerço como presidente. Nunca encontrarão nada contra mim, jamais cometi malfeito na vida política e pessoal”, afirmou a presidente, sob aplausos no . 

Mantendo o tom contundente de discurso realizado na noite de anteontem, em Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ela afirmou que faz sua defesa com serenidade e que nunca aproveitou do seu cargo de presidente para obter vantagem para si. Ontem a presidente foi a São Bernardo do Campo para participar do 1º Congresso Nacional do MPA. 

Dilma também voltou a classificar como golpistas os movimentos que buscam abreviar o seu mandato. “Nesse exato momento, setores da oposição tentam uma variante de golpe, um golpe disfarçado, um golpe que tem tudo de golpe, cara de golpe, pé de golpe, mão de golpe, mas que tentam passar como sendo manifestação oposicionista. Na verdade, querem um atalho para o poder, querem um atalho para chegar mais rápido em 2018. Nós não vamos permitir que eles golpeiem o mandato que conquistamos na urna com 54 milhões de votos.”

Pedaladas. Dilma repetiu parte do discurso que havia feito na terça, em congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), quando inaugurou uma linha de defesa mais enfática de seu governo. Na tarde desta quarta, a presidente adotou abertamente também a defesa do ex-presidente Lula sobre as pedaladas fiscais, alegando que foram um mecanismo para manter os programas sociais essenciais. “As questões das chamadas pedaladas nada mais são do que crítica às formas pelas quais pagamos tanto o Minha Casa, Minha Vida quanto o Bolsa Família”, afirmou.

A presidente admitiu que há uma “crise política séria” no País, mas insistiu que a oposição usa argumentos artificiais e faz o jogo do “quanto pior, melhor – melhor para eles”. “Eles olham primeiro os interesses deles e depois os do povo. O golpe não é contra mim, mas contra o projeto que eu represento, contra o que fez o Brasil sair da pobreza extrema.” / ANA FERNANDES, ANDRÉ ÍTALO ROCHA E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, RICARDO GALHARDO e RICARDO CHAPOLA

Mais conteúdo sobre:
Dilma Rousseff impeachment oposição

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.