Dilma deveria reconhecer maus exemplos do governo, diz líder do DEM

Em resposta à presidente, que falou em 'golpismo escancarado', Mendonça Filho disse que ela deve ser respeitosa com as críticas

Daiene Cardoso , Agência Estado

14 Outubro 2015 | 12h10

Brasília - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), rebateu hoje as críticas da presidente Dilma Rousseff ao comportamento dos partidos de oposição. O parlamentar atacou a "arrogância" do Palácio do Planalto, que em sua avaliação teve uma vitória provisória nesta terça no Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que o governo petista dá "mau exemplo".

"A presidente deveria ter humildade e fazer autocrítica para reconhecer que o exemplo dado pelos governos do PT são maus exemplos do ponto de vista de trato com recursos públicos", respondeu Mendonça. "Se a Petrobras é o grande exemplo moral do governo do PT e da presidente Dilma, a gente tem absolutamente uma referência negativa. Ela deveria conviver com as críticas da oposição de forma respeitosa", emendou.

Em evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo, Dilma criticou o "golpismo escancarado" dos oposicionistas e se referiu a eles como "moralistas sem moral". Mendonça disse que Dilma não conseguirá resolver a crise "moral e política" atacando os oposicionistas. "A presidente vocaliza um tom palanqueiro, certamente instruída pelo ex-presidente Lula. Não é o tom correto de uma presidente da República. O tom correto é de buscar a harmonia. A crise política não é gerada pela oposição, é decorrente de um quadro de ingovernabilidade crônica que é produzido pela má condução de seu governo", avaliou.

Mendonça informou nesta quarta-feira que o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), foi a São Paulo se reunir com os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal para preparar o texto do novo pedido de impeachment que será apresentado nos próximos dias. A ideia é incluir no requerimento a informação de que o governo praticou as chamadas "pedaladas fiscais" também este ano.

Nesta terça a oposição encaminhou um ofício ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pedindo que a Casa recorra das decisões do STF que interditaram o processo de impeachment de Dilma. Além de receber autoridades, o peemedebista passou a manhã reunido com técnicos discutindo os termos deste recurso.  

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