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Dilma defende que população trabalhe 'um pouco mais'

Presidente insistiu na necessidade de reformas fiscal e previdenciária, depois de ser questionada sobre a forma de o País recuperar o grau de investimento, retirado por três agências risco

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Rodrigo Cavalheiro, enviado especial ao Chile,
O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2016 | 15h18

Santiago - A presidente Dilma Rousseff defendeu neste sábado, 27, em Santiago, uma reforma previdenciária com período de transição longo, que permita à população se acostumar à ampliação do tempo de trabalho antes da aposentadoria. "É fundamental que trabalhemos um pouco mais. Mas não agora, não amanhã, não depois de amanhã. Eu acho que é o que pessoas temem", afirmou Dilma, antes de almoçar com a presidente chilena Michelle Bachelet. 

Ela insistiu na necessidade de reformas fiscal e previdenciária, depois de ser questionada sobre a forma de o País recuperar o grau de investimento, retirado por três agências risco - a última delas foi a Moody´s, no dia 11. A presidente citou primeiro a necessidade de uma estabilização fiscal. "Isso não é um fim em si. Você faz isso porque é essencial para que se crie um ambiente favorável ao investimento. Um ambiente extremamente favorável, que esteja com inflação controlada e que permita que haja um horizonte de expectativas positivas."

 

A presidente convocou o País a se unir, criticou os pessimistas que "veem o copo meio vazio" e citou a Contribuição Sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a reforma previdenciária como medidas que empresários e sociedade devem aceitar. 

Dilma afirmou que a mudança nas aposentadorias é necessária para que crianças e jovens não entrem precocemente no mercado de trabalho. "Precisamos reconhecer uma realidade, muito boa, de que a expectativa de vida aumentou. Aqueles que trabalham vão ter de sustentar progressivamente uma parte maior da população: os que se aposentam, as crianças e os jovens. Não queremos que esses jovens trabalhem. Serão eles que vão garantir o aumento da nossa produtividade."

 

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