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Eleições 2014

Dilma defende importância da candidatura de Skaf em SP

Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

28 Maio 2014 | 18h 59

Em jantar com peemedebistas, presidente diz que esta é a fórmula para garantir o segundo turno na disputa pelo governo de São Paulo

Brasília - A presidente Dilma Rousseff defendeu a importância da candidatura do peemedebista Paulo Skaf para o governo de São Paulo como "fórmula para chegar ao segundo turno", ao lado do candidato do PT, Alexandre Padilha. A afirmação foi feita na noite desta terça-feira, 27, durante jantar para candidatos e lideranças do PMDB, no Palácio do Jaburu.

"Nós sabemos o que significa do ponto de vista político para nós, governadores, para nós da Presidência da República, o Estado de São Paulo", comentou de acordo com áudio do discurso da presidente a que o Estado teve acesso.

"Nós temos duas candidaturas: a do ex-ministro Padilha e a do Skaf. Acredito que é esta a fórmula do segundo turno. Quero enfatizar que a gente não pode ser ingênuo em não perceber o que significa uma derrota dos tucanos em São Paulo, sendo bem clara", emendou.

No jantar, a presidente iniciou sua fala comentando a relação com as lideranças no Legislativo, reconhecendo que "nunca iremos ter uma coincidência perfeita e nem se pede isso, já que a relação com lideranças na Câmara e no Senado são institucionais". Em seguida, disse que "há flutuações" nesta relação. Segundo ela, isso acontece com todos os partidos, inclusive o PT.

"Em momentos nós concordamos e em outros não concordamos", disse a presidente. Ela, entretanto, reconheceu que "na maioria dos casos, quando a roda aperta", os líderes ajudam o governo. Citou o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, que "tem tido relação absolutamente correta com o governo".

Dilma elogiou até o deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara, porta-voz do "blocão" de insatisfeitos. "Em muitas circunstâncias, ajudou bastante ao governo", disse Dilma em relação a Cunha.

'Falso humilde'. Ao falar sobre governadores e parlamentares candidatos nos Estados, a presidente Dilma aproveitou para criticar o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que está ameaçando formar uma aliança intitulada de "Aezão" - que significaria abrir palanque para Aécio Neves no Rio.

Dilma chamou Pezão de "falso humilde" e afirmou ter "extrema consciência" do que foi feito pelo Rio de Janeiro durante seu governo e do presidente Lula. "Em poucos lugares do Brasil construímos parceria tão fluida e enfrentamos dificuldades que pareciam intransponíveis", afirmou. "E nós construímos um novo Rio de Janeiro."

Palanques. Ao se referir às alianças regionais, que representam problemas em vários Estados, a presidente Dilma Rousseff salientou que seu governo e do ex-presidente Lula tiveram "sensibilidade de assegurar que, nos planos regionais, nós levássemos em conta as características diferenciadas, a história, as práticas políticas de cada região e os hábitos culturais".

Por isso, destacou Dilma,"quero apresentar caráter eminentemente renovador desta aliança, que nós constituímos e que tem sido crucial para que se tivesse condições de governabilidade, uma responsabilidade de dirigir uma das maiores democracias do planeta". Para ela, esta diversidade regional, representa "uma unidade no plano federal".

Herdeiros. O clima de harmonia predominou no jantar. A presidente citou cada um dos presentes para falar de seu passado, ou como os conheceu. E parabenizou o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), os senadores Jader Barbalho (PA) e Romero Jucá (RR) e o ministro das Minas Energia, Edison Lobão (MA), que estão tentando fazer dos filhos seus sucessores nos respectivos Estados.

"Tenho grande respeito pelo Jader", afirmou Dilma, acrescentando que ele tem "muita sorte porque tem um filho que pode continuar a caminhada dele". "Tenho conversado com muitas pessoas e algumas são unânimes em dizer que Helder será uma liderança emergente no Brasil. Boa sorte, Helder", afirmou Dilma.

Lembrada que não tinha se referido ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, Dilma fez uma deferência a ele. "Se tem uma coisa que eu vou gostar de ver é Henrique Eduardo Alves governador do Rio Grande do Norte. Eu vou gostar de ver", brincou Dilma. O deputado, imediatamente, revidou: "apesar da pauta emocionante da Câmara do Deputados". A presidente riu e concordou: " apesar da pauta emocionante da Câmara do Deputados".

 

 

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