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Dilma defende em PE investimento na indústria naval

BEATRIZ BULLA E GABRIELA LARA - Agência Estado

14 Abril 2014 | 13h 56

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o Brasil precisa da indústria naval para se tornar um país mais rico e defendeu o investimento federal no setor. "Tenho orgulho de termos reconstruído a indústria naval. Mudamos radicalmente a política de compra para escolher produção local", afirmou durante cerimônia de viagem inaugural do navio petroleiro Dragão do Mar e batismo do navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE).

Dilma afirmou que, em 2003, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que, tudo o que pudesse, seria produzido no Brasil. "Nós desde lá continuamos escolhendo esse caminho. Muita gente critica, mas decidimos que a Petrobras deveria priorizar o produto nacional, criar empregos, qualificar trabalhadores", disse.

"Lá em 2003 diziam para mim e para a Maria das Graças Foster (atual presidente da Petrobras) que nós não íamos conseguir fazer nem casco de plataforma ou casco de navio. Como nós duas somos incrédulas quando se trata de desmerecer o trabalhador brasileiro e a indústria nacional, nós não acreditamos nisso, nós insistimos e nós teimamos", afirmou, no primeiro evento público em que Dilma e Graça aparecem juntas desde o início da onda de denúncias envolvendo a estatal. "O Brasil é capaz de produzir navios e plataformas."

Dilma lembrou que o Brasil já foi a segunda maior indústria naval do mundo na década de 80. "A partir de lá fomos numa trajetória para baixo. Não havia incentivos e política de compra. Mudamos isso e hoje produzimos em vários lugares do Brasil", disse. Segundo ela, hoje cerca de dez Estados brasileiros têm estaleiros ou plantas que dão sustentação à indústria. "Estaleiros surgiram de Norte ao Sul do Brasil."

A presidente afirmou que os empregos na indústria naval foram multiplicados por dez ao longos dos últimos anos. "Era perto de 8 mil empregos e hoje está perto de 80 mil, e isso é algo de que um país não pode abrir mão sob pena de ser um país que não leva em consideração a sua população."