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Dilma defende concessões aeroportuárias do seu governo

NIVALDO SOUZA E RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado

16 Abril 2014 | 17h 09

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, durante a inauguração do píer sul do aeroporto de Brasília, que as concessões aeroportuárias realizada pelo governo foram importantes para que a Infraero participasse da gestão eficiente de sistemas mais modernos. "A concessões vão permitir que a Infraero conviva em uma condição parceira com empresas de alta qualidade. Ela vai passar por uma modernização, afirmou.

Segundo a presidente, a estatal responsável pelas obras terá mais "rapidez e qualidade na realização de investimentos". "Esses foram os motivos para compartilharmos gestão dos aeroportos com a iniciativa privada", disse, completando que os recursos arrecadados com os leilões serão investidos em aeroportos de menor porte. "O dinheiro que arrecadamos vai ser destinado para a construção de 270 aeroportos nessa primeira parte. Aeroportos essenciais", afirmou.

Ela também afirmou que os usuários de aeroportos brasileiros começarão a sentir melhorias nos serviços. "Agora é hora de usuários sentirem diferença e perceber que obras darão mais conforto e rapidez".

Em fevereiro, a Secretaria de Aviação Civil divulgou pesquisa na qual o aeroporto da capital federal aparecia como o terceiro pior do País. As reclamações se deram em função da ampliação do aeroporto, que não foi fechado para as obras, orçadas em R$ 1,2 bilhão pelo consórcio Inframerica. "Agora é a hora dos usuários perceberem que essa obras, que inicialmente incomodaram, são justamente aquelas que darão mais confortos e segurança aqui no aeroporto", disse Dilma.

A presidente também afirmou que a ampliação não é exclusivamente para atender a demanda da Copa do Mundo da Fifa, mas parte de uma "revolução dos serviços públicos" pela qual o País passa. Dilma aproveitou o gancho dado pelo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, que disse ter ouvido de um passageiro que o aeroporto de Brasília não parecia ser no Brasil. "Eu entendo a surpresa do passageiro, mas queria dizer que aqui é sim o Brasil", completou.