André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Dilma convoca reunião ministerial para tentar ajustar a base

Em meio à crise que afeta o governo, a presidente não quer perder tempo para passar orientações ao grupo, tirar a temperatura de como ficou a base aliada após a nova configuração da Esplanada,além de cobrar fidelidade e apoio das lideranças

Tânia Monteiro, Isadora Peron, Adriana Fernandes e Vera Rosa , O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 20h57

Brasília - A presidente Dilma Rousseff marcou para quinta-feira, 8, a primeira reunião da sua nova equipe ministerial, composta agora por 31 ministros. Em meio à crise que afeta o governo, a presidente não quer perder tempo para passar orientações ao grupo, tirar a temperatura de como ficou a base aliada após o anúncio da nova configuração da Esplanada na última sexta-feira,além de cobrar fidelidade e apoio das lideranças que a apoiam. A presidente quer dar um freio de arrumação na equipe neste momento delicado de enfrentamento de crise política e econômica.

Nesta terça, o Palácio do Planalto sofreu o primeiro revés ao ver a sessão conjunta do Congresso que analisaria os vetos presidenciais ser adiada por falta de quórum. Auxiliares da presidente encaravam a votação como um teste de fidelidade, para ver como os parlamentares iriam se comportar após a reforma ministerial.

Nesta segunda, quando deu posse a dez ministros, Dilma voltou a admitir que havia colocado em prática as mudanças na Esplanada para reequilibrar a coalizão governamental e conquistar mais apoio no Congresso.

Além de impedir o avanço das chamadas pautas-bomba, que colocam em risco a situação fiscal do País, preocupa a presidente a possibilidade de o Tribunal de Contas da União reprovar a prestação de contas do governo do ano passado. O julgamento está marcado para esta quarta, mesmo depois da tentativa do governo de afastar o relator do processo, o ministro do TCU Augusto Nardes.

A rejeição das contas de Dilma pelo TCU é visto como um fato que pode acelerar o andamento de um processo de impeachment contra a presidente. 

Dilma pensou também em convidar governadores aliados para uma reunião, ainda esta semana, mas a ideia foi adiada. A presidente quer fazer primeiro a reunião ministerial e, depois, embarcar para a Colômbia para a visita de Estado que estava marcada para a segunda-feira e acabou adiando para dar posse aos ministros e acompanhar o início da conturbada semana política em Brasília, com votação dos vetos na Câmara e  do relatório do do TCU sobre as pedaladas fiscais.

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