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Dilma chega a Roma para encontro com papa e nomeação de cardeal

Atualizado às 13h30 - Wilson Tosta, enviado especial, e Rafael Moraes Moura

21 Fevereiro 2014 | 12h 06

Presidente participa de consistório do arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, mas antes deve convidar pontífice para assistir a jogo da Copa no Brasil

Roma - A presidente Dilma Rousseff chegou às 11h50 desta sexta-feira, 21, - 7h50 no horário de Brasília - ao Palazzo Doria Pamphilj, sede da Embaixada do Brasil na Itália. A presidente vai acompanhar o consistório do arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, neste sábado, 22, e, antes, terá audiência privada com papa Francisco.

O encontro está previsto para ocorrer ainda nesta sexta às 15h30 (horário de Brasília), quando Dilma convidará o pontífice, fã futebol, a assistir a um jogo da Copa do Mundo no Brasil. Ainda não foi confirmado um encontro de Dilma com o chefe de Estado da Itália, presidente Giorgio Napolitano. Um auxiliar da presidente e uma liderança religiosa da CNBB ouvidos pelo Broadcast Político, no entanto, reconhecem que é pequena a chance de o papa aceitar o convite.

Durante a audiência também devem ser discutidas formas de aprofundar a cooperação entre o governo brasileiro e a Igreja Católica em projetos sociais e em ações de combate à pobreza voltadas para o continente africano, segundo um auxiliar da presidente ouvido pelo Broadcast Político. Outra questão a ser abordada é o tráfico de pessoas, tema da próxima Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Dilma chegou a Roma acompanhada dos ministros Luis Fernando Figueiredo (Relações Exteriores), Mauro Borges (Desenvolvimento) e Thomas Traumann (Comunicação Social), além do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Depois de Roma, a presidente seguirá para Bruxelas, onde participa, da VII Reunião de Cúpula Brasil-União Europeia, na segunda-feira, 24. No domingo, 23, também em Bruxelas, a presidente terá um encontro com empresários brasileiros e estrangeiros.

Volta a Roma. A viagem de Dilma ocorre quase um ano depois da primeira visita oficial ao país feita pela comitiva presidencial. Na ocasião, os gastos com a hospedagem, que chegaram a R$ 324 mil, foram o maior destaque da passagem da presidente.

"Todos os dados de gastos com hospedagem são de natureza confidencial. Mas lembro que todas as despesas federais são auditadas pelo Tribunal de Contas da União", afirmou o embaixador Carlos Antonio Paranhos, subsecretário de políticas I do Itamaraty, antes de confirmar que, dessa vez, Dilma ficará na embaixada. / Colaborou Lisandra Paraguassu

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