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Dilma ataca 'oportunismo do mais deslavado nível' de adversários

Erich Decat, Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

10 Junho 2014 | 14h 11

Para presidente, oposição tentaria se apropriar de programas que antes diz que 'não vai dar certo'

BRASÍLIA - Em discurso realizado nesta terça-feira, 10, na convenção nacional do PDT, a presidente Dilma Rousseff (PT) fez comparações com a gestão econômica do PSDB na Presidência e defendeu as conquistas de sua gestão na área social. No encontro, a presidente classificou como "oportunismo deslavado" a defesa de integrantes da oposição na ampliação de alguns programas sociais implementados pelo atual governo.

Na convenção que oficializou o apoio do PDT à reeleição de Dilma, a presidente criticou a oposição na parte do discurso em que fez referência ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ao Programa Mais Médicos. "Vocês lembram que antes eles diziam que não ia dar certo. Este é o povo do 'não vai dar certo'. E este povo do 'não vai dar certo' geralmente faz o seguinte: quando a gente lança, eles falam: 'não vai dar certo'. Aí nós fazemos o programa. E aí, eles vaiam o programa e continuam dizendo que 'não vai dar certo', que é um absurdo, que esse programa não vale", afirmou Dilma para, em seguida, acrescentar: "Agora sabe o que eles fazendo? Eles estão dizendo que este programa não é monopólio de ninguém. Que este programa pode ser usado por nós. Obviamente não deixa de ser um raciocínio. Agora, mostra um oportunismo do mais deslavado nível".

Ed Ferreira/Estadão
A presidente Dilma Rousseff ganhou do presidente do PDT, Carlos Lupi, um boneco do ex-governador Leonel Brizola, fundador do partido

 

A presidente também tocou na questão da manutenção do Bolsa Família, uma das bandeiras eleitorais do PT que também vem sendo alvo de discussão pelo PSDB, que apresentou projeto prevendo a ampliação do programa, e pelo PSB. "O Bolsa Família está seguro nas nossas mãos. Transformamos o Bolsa Família no caminho da ascensão social", ressaltou.

Dilma fez comparações com o governo do PSDB ao tratar da questão da inflação, tema que deverá ser alvo de embates com os opositores ao longo da disputa presidencial. "Se vocês compararem os três primeiros anos do governo Fernando Henrique Cardoso, a inflação chegou a 12,43%. Nos três primeiros anos do governo do presidente Lula, ela baixou para 7,2%", disse.

Para a presidente, o governo é alvo de uma campanha sistemática por parte de alguns setores que contestam a condução dela na economia. "Hoje tem uma campanha que diz sistematicamente que a inflação está sem controle no Brasil. Todo mundo sabe que a inflação é cíclica. Em junho, julho, agosto e setembro, ela cai. Aí ela sobe em outubro, novembro, dezembro até fevereiro e depois vai caindo lentamente, daí dá uma subidas e cai outra vez. Isso tem 15 anos que é assim. É o fluxo da inflação", afirmou.

A presidente ressaltou que, no campo econômico e social, PT e PDT fazem parte do "único grupo político" capaz de fazer o País avançar. "Só tem um grande movimento político e social que é capaz de combater o desemprego, a recessão, o retrocesso, a volta atrás. Só tem um movimento, que é o nosso lado. O nosso lado sabe fazer isso. Por isso nós somos capazes de avançar e aprofundar a distribuição de renda, de garantir crescimento com estabilidade, ampliar as conquistas e a soberania do País".

Em vários momentos do discurso, Dilma enalteceu a participação da legenda na aliança e lembrou de figuras políticas ligadas ao PDT e ao trabalhismo. A presidente discursou ao lado do ex-ministro Carlos Lupi, presidente do partido e um dos "faxinados" da Esplanada em 2011, após denúncias de corrupção, e do atual titular da pasta, Manoel Dias. Para a petista, ela própria ex-militante do partido fundado pelo ex-governador Leonel Brizola, PT e PDT "são invencíveis" quando estão juntos.

"Fico muito feliz em estar aqui pelo mesmo motivo pela segunda vez. No meu caso, desde o início vocês integram a aliança. Tem um fio da história que une o trabalhismo ao meu governo. Quero compartilhar com vocês as conquistas que realizamos nesses 11 anos".

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