Dilma anuncia Palocci, Carvalho e Cardozo no ministério

A expectativa inicial era de que Dilma anunciasse mais seis ministros, entre os quais três do PMDB

Andréa Jubé Vianna, Eugênia Lopes e Denise Madueño,

03 Dezembro 2010 | 15h48

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou na tarde desta sexta-feira, 3, três novos ministros para compor o seu governo. Ela confirmou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na Casa Civil, o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, na Secretaria Geral da Presidência, e o deputado federal José Eduardo Martins Cardozo no Ministério da Justiça. O anúncio foi feito por meio de comunicado, como ocorreu com a divulgação na semana passada da equipe econômica.

 

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"A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e garantia da estabilidade econômica", informou o texto divulgado pela assessoria de imprensa de Dilma.

 

A expectativa inicial era de que a equipe de transição anunciasse os nomes de mais seis ministros já escolhidos por Dilma. Entre eles estariam os nomes de três ministros indicados pelo PMDB, todos negociados com a cúpula do partido.

 

Em reunião na noite de quinta-feira, 2, no entanto, o partido concluiu que o ideal seria anunciar o nome de seus ministros em bloco, e não separadamente. Os peemedebistas avaliaram que o anúncio "fatiado" dos nomes acabaria dando a ideia de enfraquecimento do PMDB.

 

As indicações seriam a manutenção do atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi (SP), da cota pessoal do vice Michel Temer; o senador Edison Lobão (MA) que voltaria ao Ministério das Minas e Energia, por um acordo com grupo do presidente do Senado, José Sarney (AP); e Nelson Jobim, que também permaneceria no Ministério da Defesa. Jobim, embora do PMDB, teve como padrinho o presidente Lula.

 

Mais pastas. O PMDB deverá ficar ainda com os ministérios do Turismo e da Previdência. O Ministério do Turismo deverá ir para as mãos de um deputado do PMDB. Os nomes cotados são os de Mendes Ribeiro (RS) e Marcelo Castro (PI). A eventual nomeação de Mendes Ribeiro para o primeiro escalão do governo Dilma permitirá o retorno à Câmara do deputado Eliseu Padilha (RS), que ficou com a primeira suplência nas últimas eleições.

 

Já a Previdência pode ficar com o ex-governador do Rio Moreira Franco ou um senador, saindo das mãos do PT. Se o escolhido for Moreira, o PMDB do Senado reivindica outro ministério para nomear um senador. O acerto inicial dos peemedebistas prevê dois ministros indicados pela bancada da Câmara e outros dois pelos senadores.

 

Polêmicas. Coordenador da campanha de Dilma e da equipe de transição de governo, Palocci foi ministro da Fazenda durante a maior parte do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006.

 

Em março de 2006, ele deixou o ministério em meio a denúncias de envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que o acusara de participar de partilhas de dinheiro numa mansão de Brasília. Em 2009, no entanto, o ex-ministro da Fazenda foi absolvido das acusações pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Nascido em 1960 e formado médico sanitarista, Palocci foi prefeito de Ribeirão Preto por dois mandatos. No cargo, ele também foi acusado de receber propinas da máfia do lixo da cidade, que seriam repassadas para o PT, e de contratar irregularmente a empresa Instituto Curitiba de Informática (ICI). Foi julgado e absolvido nos dois casos.

 

Atual chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho foi secretário da administração do prefeito assassinado de Santo André Celso Daniel.

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