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Dilma: antes, era o povo quem 'pagava o pato da crise'

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E MÁRIO BRAGA - Agência Estado

30 Abril 2014 | 12h 13

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 30, que até recentemente, quando havia distúrbios na economia internacional quem "pagava o pato das crises" era o povo brasileiro. "Sempre que houve problema no mercado internacional, com qualquer economia desenvolvida, países que não tinham crise e que não produziram crise eram atingidos", afirmou durante a cerimônia de entrega de 1,5 mil residências do programa "Minha Casa, Minha Vida", em Camaçari (BA).

De acordo com a presidente, os países serem atingidos pelas crises é compreensível. "O que não entendemos é que quem pagava o pato da crise era o povo. Os ricos não pagavam porque vinham com soluções e medidas impopulares, que diminuíam o salário e o emprego. Mas conosco, não. Como diz o povo do meu Estado, comigo não, violão", afirmou a presidente.

Ainda de acordo com Dilma, o Brasil tem a menor taxa de desemprego da história e a renda cresceu 70% nos últimos anos. "Se pinta a realidade com cores negras para aproveitar das circunstâncias. Não vamos permitir que nosso povo passe por arrochos salariais", prometeu a presidente.

Segundo ela, o Brasil tem tudo para enfrentar a crise econômica porque tem reservas de US$ 376 bilhões. "Essa é a poupança de vocês, povo brasileiro", atestou Dilma. Sobre a inflação, a presidente explicou que ela pode subir por conta de choque de alimentos, mas que em seguida cai.

"A inflação de alimentos sobe e depois passa", tranquilizou a presidente, acrescentando que no governo dela a inflação também é a mais baixa da história. "A inflação no meu governo é a mais baixa da história em relação aos governos anteriores, nos primeiros três anos. Antes do governo Lula, a inflação era de 12%", explicou.

Mais cedo, Dilma concedeu entrevista a rádios baianas. Entre outros assuntos, a presidente comentou o movimento "volta, Lula" e disse que gostaria de ter o apoio da base aliada quando for candidata à reeleição neste ano. "Mas se não tiver o apoio da base, toco em frente", afirmou.

A presidente disse ainda que o Brasil tem recursos para atender os programas sociais vigentes, que não correm risco de serem interrompidos.

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