Deputados tentam chegar em acordo para votar PEC que cria fundo eleitoral e distritão

A ideia dos deputados é ou aprovar todo o pacote ou não aprovar nada, mas até o momento não há consenso

Isadora Peron e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2017 | 21h16

BRASÍLIA - Líderes de partidos da base e da oposição tentam costurar de última hora, nesta quarta-feira, 13, um texto que garanta a aprovação na Câmara da proposta de emenda à Constituição que cria um fundo público de financiamento de campanha e altera o sistema eleitoral.

Depois de fatiar a votação da emenda constitucional, os deputados tentam elaborar uma emenda aglutinativa que inclua o fundo, a adoção do distritão com legenda e a transição para o chamado distrital misto a partir de 2022. Até agora, sete diferentes versões do texto foram apresentadas.

Por falta de consenso, a votação da PEC já foi adiada três vezes no plenário.

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A ideia dos deputados é ou aprovar todo o pacote ou não aprovar nada. Até agora, os partidos não conseguiam se entender. Havia legendas, como o PT, que eram a favor da criação do fundo, mas não concordavam com o distritão.

Partidos como o PP e PMDB, no entanto, começaram a pressionar e ameaçar inviabilizar o fundo público se não houvesse consenso em relação à alteração do sistema eleitoral.

Diante do impasse, os líderes chegaram a esse texto, que cria o chamado distritão com legenda para agradar o PT. Por esse sistema, que valeria nas eleições de 2018 e 2020, o eleitor pode votar tanto no candidato quanto na legenda.

Para valer nas eleições de 2018, o texto tem de ser aprovado até a primeira semana de outubro. Por se tratar de uma PEC, o texto precisa do apoio de 308 dos 513 deputados em dois turnos. Após passar pela Câmara, a proposta ainda terá que ser analisada pelo Senado.

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