Deputados do movimento 'Aezão' conseguem instalar CPI da Petrobrás na Alerj

Assembleia do Rio de Janeiro vai investigar fatores que afetam a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de royalties do petróleo

LUCIANA NUNES LEAL, Estadão Conteúdo

05 Fevereiro 2015 | 19h17

Rio - Dois deputados que, nas eleições do ano passado, integraram o movimento "Aezão", pelo voto no tucano Aécio Neves para presidente e no governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), conseguiram a instalação da CPI da Petrobrás na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, para investigar os prejuízos causados pela estatal do petróleo ao governo fluminense desde 2005.

A proposta de formação da comissão é dos deputados Luiz Paulo (PSDB) e Edson Albertassi (PMDB). "Queremos investigar os prejuízos econômicos e sociais decorrentes da gestão temerária e dos desmandos que vieram à tona com a Operação Lava Jato e tentar ressarcimento dessas perdas", disse o parlamentar tucano.

Luiz Paulo citou o corte de investimentos, os atrasos no início da operação, as demissões no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e o rombo de mais de R$ 80 bilhões apontado no balanço da empresa como alguns fatores que afetam a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de royalties do petróleo.

"Queremos transformar tudo isso em número, não só do ponto de vista da arrecadação, mas também dos empregos perdidos, da renda dos trabalhadores. Quem vai apurar o esquema de corrupção é o Congresso Nacional", afirmou Luiz Paulo.

Os dois deputados são autores também do pedido de CPI dos recursos hídricos, que investigará a crise de abastecimento dos reservatórios do Estado. Cada parlamentar ocupará a presidência de uma comissão, ainda a ser definida.

A instalação de sete CPIs foi acertada em reunião dos líderes partidários com o novo presidente da Assembleia, Jorge Picciani (PMDB), principal líder da oposição à presidente Dilma Rousseff no Estado e criador do "Aezão". Na segunda-feira passada, ele disse que as comissões de inquérito "devem ser propositivas" e reconheceu que a Petrobrás e a crise hídrica estarão no centro das discussões do Legislativo estadual.

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