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Deputado sugere que comissão da Petrobrás também apure Pasadena

Para presidente do diretório estadual do PSDB de São Paulo, Duarte Nogueira, grupo tem condições de aprofundar em investigação

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Daiene Cardoso,
Agência Estado

19 Março 2014 | 18h53

Brasília - O deputado federal Duarte Nogueira (SP), presidente do diretório estadual do PSDB paulista, sugeriu na tarde desta quarta-feira, 19, que a Comissão Externa criada para acompanhar as investigações sobre suposto pagamento de propina a funcionários da Petrobrás apure também a compra de 50% da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela estatal brasileira.

A iniciativa ocorre após o Estado revelar que a presidente Dilma Rousseff aprovou, em 2006, o negócio que acabou custando US$ 1,18 bilhão à estatal e que está sob investigação.

"Acho que a Comissão Externa também tem condições de aprofundar essa investigação", defendeu Nogueira em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados. A Comissão Externa, que ainda está em fase de apresentação dos oito indicados pelos partidos, tem como foco específico as denúncias envolvendo o esquema de pagamento de propina da holandesa SBM Offshore a funcionários e intermediários da Petrobrás.

Até o momento, está previsto que os integrantes do grupo de trabalho viajem à Holanda e aos Estados Unidos para aprofundar as investigações sobre a denúncia envolvendo o fretamento de plataformas da empresa holandesa. A Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Câmara teme questionamentos de outros parlamentares caso a Comissão amplie seu escopo de investigação.

Pasadena. À época ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma votou favoravelmente à compra da refinaria, localizada no Texas (EUA). A compra inicial de 50% de Pasadena saiu por US$ 360 milhões.

Posteriormente, devido a cláusulas contratuais, a Petrobrás teve de adquirir o restante da refinaria, desembolsando o total de US$ 1,18 bilhão. A aquisição atualmente é investigada pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas da União e pelo Congresso por suspeitas de superfaturamento e de evasão de divisas.

Os líderes do DEM, Mendonça Filho (PE), e do PSDB, Antonio Imbassahy (BA) também foram à tribuna nesta tarde criticar o negócio de Pasadena e acusaram o governo petista de "saquear" a Petrobrás. "Este fato não pode ficar encoberto", afirmou Mendonça Filho.

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