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Deputado petista diz haver 'preferência política' em citações a Lula na nova fase da Lava Jato

- Atualizado: 27 Janeiro 2016 | 16h 59

Para Afonso Florence, que é cotado para ser o novo líder do PT na Câmara, 'circunstâncias muito contundentes' sobre integrantes da oposição não contam com 'nenhuma investigação minimamente respeitável'

BRASÍLIA - Cotado para ser o novo líder do PT na Câmara em 2016, o deputado Afonso Florence (BA) criticou nesta quarta-feira, 27, um suposto direcionamento nas investigações da Operação Lava Jato para envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na 22ª fase da operação, deflagrada nesta manhã, a Polícia Federal incluiu um apartamento triplex ao qual a família do ex-presidente teria direito no rol de imóveis com "alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade". Lula e familiares, contudo, não foram alvos diretos da operação "Triplo X". Também não estão no rol de investigados da ação policial.

O deputado Afonso Florence (PT-BA)  

O deputado Afonso Florence (PT-BA)  

"A evolução desta fase como um aparente foco numa suposição de uma visita (do ex-presidente ao imóvel) sem um nexo direto com o objeto da investigação é realmente inusitado. Isso dá sustentação de que haja por trás alguma preferência política em atingir o presidente Lula", acusou o petista.

Para Florence, "circunstâncias muito contundentes" sobre integrantes da oposição, como delações que mencionam o ex e o atual presidentes do PSDB, respectivamente, Sérgio Guerra (falecido) e o senador Aécio Neves (MG), não contam com "nenhuma investigação minimamente respeitável". Por outro lado, observou, apurações de "quinta grandeza" que mencionam Lula servem de base para insinuações sobre o ex-presidente.

"Não tenho dúvida de que usam um vazamento muito inconsistente como algo para cercar o ex-presidente", afirmou.

O deputado do PT frisou que, diante desse quadro, o desempenho e a "suposta isenção" das instituições ficam "em xeque". Florence afirmou que esse comportamento abre margem para que haja muito disputa política em torno da investigação e se reedite um "terceiro turno eleitoral". Ele disse que a oposição, inconformada com a derrota nas eleições de 2014, tenta continuar a desgastar indiretamente a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente para inviabilizá-lo em uma futura disputa ao Palácio do Planalto.

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