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Deputado petista acredita que saída do PMDB não fortalece impeachment

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) já considera o desembarque do PMDB do governo, mas não acredita que a decisão fortalecerá o impeachment da presidente Dilma Rousseff

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Julia Lindner,
O Estado de S.Paulo

29 Março 2016 | 11h21

Brasília - O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) já considera o desembarque do PMDB do governo, mas não acredita que a decisão fortalecerá o impeachment da presidente Dilma Rousseff. "O PMDB que sairá é o PMDB que nunca esteve, portanto não mudará a contabilidade", afirmou o deputado sobre a votação do impeachment da presidente na Câmara dos Deputados. "Esse PMDB que sai hoje é aquele que sempre esteve do lado do impeachment e da conspiração", disse. Dilma precisa de pelo menos 172 votos para barrar o processo na Casa.

Teixeira acredita que uma parcela do PMDB que faz parte do governo "continuará e apoiará a continuidade do governo de Dilma". Para Teixeira, o número deste PMDB pró-governo é "suficiente para derrotar o impeachment", junto com "diversos outros partidos da base que vão derrotar o processo de impedimento". Teixeira sinalizou uma reformulação do governo caso o impeachment não seja aprovado. "Estão querendo tirar uma presidente honesta, talvez para esconder as desonestidades que estão sendo julgadas no nosso País."

Sobre o novo pedido de impeachment da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), protocolado ontem na Câmara, Teixeira considerou "um equívoco". Para ele, a direção da instituição "encaminhou de maneira incorreta a própria decisão", já que o pedido era de abertura de um processo interno. "A OAB tem momentos bons e ruins da sua história. O bom, foi quando lutou contra a ditadura militar. O ruim foi quando apoiou o golpe militar. Eu acho que esta direção da OAB, que não representa toda a advocacia brasileira, ela está na contramão da história e terá que fazer uma autocrítica, porque esse impeachment será derrotado e a entidade será desmoralizada nesse processo."

O Diretório Nacional do PMDB deve oficializar nesta terça-feira, 29, seu rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. A decisão será tomada por aclamação - sem necessidade votação - após um acordo entre o vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os sete ministros peemedebistas no governo deverão ter um prazo até o dia 12 de abril para deixarem seus cargos. Henrique Alves, do Turismo, pediu exoneração ontem mesmo.

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