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Deputado pede abertura de inquérito policial para investigar benefícios da Defensoria

- Atualizado: 12 Janeiro 2016 | 19h 07

Campos Machado criticou atuação do órgão que, segundo auditoria feita pelo Ministério Público de Contas, tem pago vantagens irregulares a defensores

SÃO PAULO - O deputado estadual, Campos Machado (PTB-SP), disse nesta terça-feira, 12, que vai pedir ao Ministério Público Estadual (MPE-SP) a abertura de inquérito policial para investigar pagamentos de benefícios aos defensores paulistas. 

O parlamentar decidiu fazer o pedido na promotoria depois de o Estado revelar o conteúdo de uma auditoria que apontava que cerca de 700 dos 719 defensores paulistas estão recebendo gratificações irregulares por considerarem atividades próprias da carreira uma “dificuldade da função". A Defensoria nega veementemente qualquer irregularidade. 

O deputado estadual, Campos Machado (PTB-SP)

O deputado estadual, Campos Machado (PTB-SP)

Para Campos Machado, há indícios de que a gestão na Defensoria é "temerária e fraudulenta". "Todos os indícios apontam que a gestão é temerária e fraudulenta. Há malversação do dinheiro público", disse o parlamentar. "Vamos protocolar a representação amanhã, pedindo abertura de inquérito policial para apurar não apenas os pagamentos ilegais, mas os desmandos que estariam sendo cometidos como eventuais alugueis de prédios desnecessários e compras de automóveis". 

Segundo a auditoria, a Defensoria pagou cerca de R$ 2,3 milhões a mais aos defensores por eles terem atendido o público, visitado presídios e atuado como curadores especiais. Todas essas atribuições próprias do cargo e estão previstas na lei que rege a carreira. Na prática, significa que os defensores já recebem pelo exercício dessas atividades a título de salário - o piso na carreira é de R$ 18,4 mil.

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