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Deputado estava com Dilma horas antes de o STF decretar sua prisão

Isadora Peron - O Estado de S. Paulo

20 Março 2014 | 20h 18

O nome de Asdrúbal Bentes (PMDB-TO), condenado a 3 anos de prisão por trocar laqueaduras por votos, foi citado no discurso da presidente durante evento em Marabá

Marabá - O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-AP), cuja prisão foi pedida pela Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, 20, fez parte da comitiva de autoridades que acompanhou a presidente Dilma Rousseff a um evento em Marabá, no Pará. Bentes foi cumprimentado nominalmente por Dilma durante a cerimônia. 

O ato aconteceu antes de vir a público a decisão do Supremo, que manteve a condenação de 3 anos e 1 mês de prisão do deputado, acusado de pagar operações de laqueaduras a mulheres que não queriam mais ter filhos em troca de votos nas eleições municipais de 2004.

No início da sua fala, Dilma fez questão de cumprimentar as autoridades presentes. Segundo a presidente, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) havia se queixado de que apenas o nome de Dilma era citado na imprensa e os demais eram tratados como "outros". 

"Então eu queria falar aqui que eu estou nomeando os 'outros'. Aqui não tem 'outros', tem pessoas", disse Dilma, que, em seguida, cumprimentou os deputados que participavam da cerimônia. Bentes foi o primeiro a ser citado e foi bastante aplaudido pelo público.

Dilma esteve em Marabá nesta quinta para lançar um edital para limpeza e desobstrução do Pedral do Lourenço, que vai possibilitar o funcionamento da Hidrovia Araguaia-Tocantins. A presidente também cumpriu o ritual que vem colocando em prática em todo o Brasil, e entregou 110 caminhões e motoniveladoras a 89 prefeitos da região, com direito a abraço e pose para foto com cada um deles.

Durante o seu discurso, ela defendeu que é preciso investir em educação para que o Brasil se torne um "país de classe média". "O Brasil só vai ser um país de classe média, que é o que nós queremos que ele seja, quando nós dermos educação para todos os brasileiros e brasileiras", disse.

Segundo Dilma, o seu governo e o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxeram 42 milhões de pessoas para a classe média e agora seria o momento de trabalhar para manter essa conquista. "Temos de garantir que isso se perenize, se eternize e se mantenha de forma sustentável. E só tem um jeito: educação, educação e mais educação."

A presidente defendeu ainda o programa Mais Médicos. Dilma fez questão de cumprimentar os médicos cubanos que estavam na plateia e de agradecer a todos os profissionais que vieram do exterior trabalhar no Brasil. Segundo ela, esse é um programa que "melhora a vida dos mais pobres".

Ao falar sobre a obra no rio Tocantins, Dilma afirmou que o governo sabe da importância dos investimentos em hidrovias e classificou o ato como "histórico" não só para o Pará, mas para todo o Brasil.

A presidente disse também que "esse século é o da interiorização do Brasil", e que vai trabalhar para que as regiões Norte e Centro-Oeste tenham meios de escoar a produção sem depender dos portos do Sul e Sudeste do País.

Tucano. Durante a cerimônia, Dilma saiu em defesa do governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), que foi vaiado pela plateia, formada por militantes de movimentos sociais ligados ao PT. "Nós, com muito esforço, conquistamos a democracia. Democracia é necessariamente saber que esse País é imenso, é diverso, tem diferença de posições políticas, tem visões culturais diferentes." 

A presidente afirmou que o brasileiro é um povo que sabe viver de maneira harmoniosa e disse que é preciso continuar lutando "para que todos tenham o direito de falar, de externar a sua opinião". Durante a sua fala, Jatene disse que aquele era um momento para ser festejado, apesar das diferenças políticas entre PT e PSDB. "Hoje é dia de festejar uma forma de fazer política que é capaz de aceitar e respeitar as diferenças."

O governador tucano destacou que é preciso unir forças para trazer benefícios para as pessoas: "Sabemos que se não formos capazes de nos unirmos nestes momentos, quem vai sair perdendo a população". Antes da passagem por Marabá, Dilma esteve em Belém, onde anunciou investimentos em mobilidade urbana. A presidente também cumpriu agenda em Imperatriz, no Maranhão.

 

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