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Deputado Alexandre Baldy deve ser anunciado como novo Ministro das Cidades

A informação foi confirmada ao Estadão/Broadcast por pelo menos três fontes, entre elas um auxiliar do presidente Michel Temer

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2017 | 16h49

BRASÍLIA - O deputado federal Alexandre Baldy (GO) deve ser anunciado nos próximos dias como novo ministro das Cidades, em substituição a Bruno Araújo. A informação foi confirmada ao Estadão/Broadcast por pelo menos três fontes, entre elas um auxiliar do presidente Michel Temer.

Para assumir o cargo, Baldy se filiará ao PP, partido com a quarta maior bancada da Câmara e que pressionava Temer por mais espaço no governo. O parlamentar, que tem 37 anos de idade, era filiado ao Podemos, mas já tinha decidido deixar o partido, após ser destituído da liderança da legenda na Casa, em agosto deste ano.

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O nome de Baldy para Cidades foi definido neste sábado, 18, durante reunião entre Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O parlamentar fluminense foi um dos principais articuladores da nomeação de Baldy, que está no primeiro mandato como deputado federal. O futuro ministro das Cidades é um dos aliados mais próximos de Maia na Casa.

A nomeação agrada aos principais partidos do Centrão, grupo do qual o PP faz parte, além de PR, PSD e PRB. "É um nome que agrada a todo mundo", afirmou o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA). "É um parlamentar querido", declarou o deputado Marcos Montes (MG), líder do PSD na Casa.

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O comando do Ministério das Cidades está vago desde a última segunda-feira, 13, após o então titular da Pasta, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), pedir demissão. Ao deixar o cargo, o tucano alegou não possui mais apoio interno no PSDB para permanecer no cargo. O PSDB já anunciou que vai desembarcar do governo Temer até dezembro.

Outras legendas da base também cobiçavam o controle de Cidades, entre eles, PMDB, PSD e DEM. Apesar de possuir apenas o 11º maior orçamento da Esplanada (R$ 10,1 bilhões), a pasta é cobiçada porque comanda programas com impacto direto nas bases eleitorais, como construção de moradias, redes de esgoto e transportes urbanos.

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Para resolver a disputa, Temer deve dividir o controle do Ministério. Pela negociação, não haverá "porteira fechada", que, no jargão político, significa distribuição de todos os cargos de um ministério para um só partido. A ideia é dividir os cargos de ministro e o comando das secretarias de Habitação e Saneamento, as principais da pasta.

A saída de Araújo levou Temer a antecipar a reforma ministerial que só pretendia fazer no início do próximo ano. Inicialmente, Temer queria fazer um reforma ampla, obrigando todos ministros que serão candidatos em 2018 a já entregarem os cargos em dezembro. Após resistência da base aliada, contudo, deve fazer uma reforma pontual.

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Além de Cidades, Temer deve anunciar nos próximos dias o novo ministro da Secretaria de Governo. O cargo é ocupado atualmente pelo deputado licenciado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pode ser realocado para outra pasta. O nome mais cotado para substituir o tucano é o ex-deputado João Henrique Sousa (PMDB-PI).

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