Depois de anúncio de mais 7 ministros, Dilma deixa Ciro fora de sua equipe de governo

Na lista divulgada pela presidente eleita, Alexandre Padilha assume a pasta da Saúde, e a irmã de Chico Buarque, Ana Buarque de Hollanda, a Cultura

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

20 Dezembro 2010 | 20h14

A presidente eleita, Dilma Rousseff, divulgou nesta segunda-feira, 20, os nomes de mais sete ministros que integrarão sua equipe de governo. A produtora cultural Ana de Hollanda, irmã do compositor Chico Buarque, será a nova ministra da Cultura.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi confirmado no Ministério da Saúde. Foi uma solução política e caseira, diante da impossibilidade de indicar um técnico expoente da área médica para a pasta, como era o desejo de Dilma. Com isso, o PT retorna ao comando da Saúde, pasta que nos últimos anos foi administrada pelo PMDB.

Outras duas vitórias partidárias são: a permanência de Orlando Silva no Ministério dos Esportes, para satisfação do PCdoB, e a nomeação do ex-líder do PP deputado Mário Negromonte para o Ministério das Cidades. Além do aval da bancada federal do PP, Negromonte ainda tem o apoio de um conterrâneo petista, o governador da Bahia, Jaques Wagner.

O PCdoB travou uma queda de braço com a própria Dilma, que desejava nomear uma mulher para o Ministério dos Esportes. O nome da ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PCdoB) foi cogitado, mas a Executiva nacional do partido apelou à petista pela manutenção de Orlando Silva. O argumento é de que ele adquiriu expertise à frente do cargo para comandar os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Além de Ana de Hollanda, Dilma emplacou mais duas mulheres na Esplanada: a economista e assessora da Casa Civil Tereza Campelo no Ministério do Desenvolvimento Social - responsável pela gestão do programa Bolsa-Família -, e a socióloga Luiza Helena de Bairros na Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial.

A petista também manteve o advogado Luis Inácio Adams no cargo de advogado-geral da União, que tem status de ministro. Com os anúncios de hoje, somam 30 os nomes confirmados para o ministério do futuro governo. Se Dilma mantiver o desenho ministerial do governo Lula, faltam sete nomes a serem anunciados.

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