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Eleições 2014

DEM entra na chapa de Pezão e fortalece Aécio no Rio de Janeiro

Luciana Nunes Leal - O Estado de S.Paulo

22 Junho 2014 | 15h 34

Ex-prefeito Cesar Maia desiste de candidatura ao governo e vai disputar Senado na chapa do PMDB fluminense, que apoia tucano

Atualizado às 17h20

RIO – Em resposta à aliança do PSB com o PT no Rio, que fortaleceu a candidatura do senador petista Lindbergh Farias ao governo do Estado, o PMDB fluminense atraiu para a chapa à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão o ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, que deve ser anunciado nesta segunda-feira, 23, candidato a senador. Para viabilizar a coligação, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) abrirá mão da disputa pela vaga única no Senado.

Com a inclusão de Cesar Maia, o candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves, ganhou um aliado na chapa majoritária do PMDB e fortaleceu sua candidatura no terceiro colégio eleitoral do País, com 12 milhões de votantes. Embora ala expressiva do PMDB tivesse lançado a chapa Aezão (Aécio e Pezão), Pezão e Cabral prometem apoio à reeleição da presidente Dilma Roussseff.

Como pré-candidato a governador pelo DEM, partido aliado de Aécio no plano nacional, Cesar Maia vinha negando categoricamente a proposta de Aécio para que desistisse da disputa e se aliasse ao PMDB. No entanto, segundo aliados do ex-prefeito, a oferta para disputar o Senado mudou o cenário e possibilitou a entrada do DEM na aliança de Pezão, que já soma 16 partidos.

Também hoje o PSDB deverá anunciar a entrada formal na coligação com o PMDB. A convenção estadual do partido, realizada ontem, aprovou apenas a coligação proporcional com o PPS e deixou a decisão sobre apoio a governador para a executiva estadual.

A costura para a ampliação da aliança com o PSDB e o DEM, principais partidos de oposição a Cabral e Pezão até ontem, foi feita entre a noite de sábado, 21, e a tarde de domingo, 22, e envolveu Aécio, Maia e o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, líder da dissidência peemedebista. Os aliados concordaram que era preciso uma ofensiva de reagisse à aliança do PT com o PSB e fortalecesse o movimento "Aezão".

Nesse novo desenho, Dilma terá de dividir palanques no Rio com dois adversários na disputa presidencial. De um lado, o PSB do pré-candidato a presidente Eduardo Campos ganhou espaço importante com a candidatura do ex-jogador e deputado Romário ao Senado, na chapa de Lindbergh. De outro, Maia fará campanha para Aécio no palanque de Pezão.

"Nossa prioridade total e absoluta é a eleição de Aécio presidente. Goste eu ou não, a decisão do partido está voltada para o plano nacional, já que não temos candidato majoritário no Rio", disse o presidente do PSDB-RJ, deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha, um dos principais opositores de Cabral e Pezão na Assembleia Legislativa.

Outra consequência do acerto com o DEM foi a desistência de Cabral da disputa pelo Senado. A hipótese já vinha sendo discutida desde a formalização da chapa PT-PSB, por causa da candidatura de Romário ao Senado, que tem grandes chances de vitória, por ser muito popular. Na tarde de sábado, Cabral havia dito, na convenção do PSD-RJ, que não abandonaria a candidatura.

Depois de deixar o governo com baixos índices de popularidade, Cabral decidiu se candidatar ao Senado, apesar das chances reais de derrota, com o argumento de que ajudaria a eleger Pezão. O ex-governador chegou a abrir mão da candidatura para o PSD, mas Picciani reagiu e Cabral voltou a ser candidato. Ainda não está definido se Cabral será candidato a deputado ou se ocupará apenas a coordenação da campanha de Pezão. A assessoria do ex-governador disse que ele "está conversando com todas as forças políticas com vistas a desdobramentos que sejam importantes no cenário da campanha da reeleição do governador Pezão".

Lindbergh e Pezão enfrentam no Rio os adversários Anthony Garotinho (PR), que ainda não anunciou quem apoiará para presidente, e Marcelo Crivella (PRB), que apoia a reeleição de Dilma.

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