Delgado: função política não é desmerecedora

Em seu discurso no plenário da Câmara dos Deputados, o candidato do PSB à presidência da Casa, Júlio Delgado (MG), pediu para que seus colegas não façam uma escolha atrelados às promessas dos outros candidatos. O pessebista, que condenou a "politicagem", lembrou que todos os parlamentares têm direito a integrar uma comissão e que a liberação de emendas parlamentares está atrelada ao contingenciamento dos ministérios. "Não votem presos a isso", apelou o candidato, pedindo que os adversários "parem de enganar" seus eleitores.

DAIENE CARDOSO, Estadão Conteúdo

01 Fevereiro 2015 | 19h34

Outra promessa prometida pelos adversários também foi criticada por Delgado: a construção do anexo 5 da Câmara. O candidato disse que não há espaço físico para a obra. "Ao povo brasileiro não interessa a construção do anexo 5", declarou. Ele pediu também para que seus concorrentes parem com a "demagogia" do discurso de independência.

No início do discurso, Delgado agradeceu o apoio dos partidos aliados (PSDB, PV e PPS) e disse que eles representam a "ética" na Casa. Ele afirmou que a função política não é desmerecedora, que a atividade é "honrosa" e que um parlamentar vive como "qualquer cidadão comum, que sofre com a inflação e a carga tributária". "Boa política deve ter direção e ética", reforçou.

Destacando as mudanças pedidas pelas manifestações de 2013, Delgado atacou a hegemonia do PMDB, que já tem a vice-presidência da República e a presidência do Senado. Outra crítica foi o esforço de financiamento das campanhas para o comando da Câmara e alertou que o custo "pode ser pago lá na frente e ser muito caro para nós".

Ao final, Delgado citou o ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo em 13 de agosto de 2014, e pediu para que os deputados não desistam do Brasil e do Parlamento.

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