Delegação do Brasil que acompanha Dilma na Colômbia tem executivos de empreiteiras da Lava Jato

Delegação do Brasil que acompanha Dilma na Colômbia tem executivos de empreiteiras da Lava Jato

OAS, Odebrecht e Camargo Corrêa enviam representantes para reunião da presidente com empresários brasileiros em Bogotá

Adriano Ceolin, Enviado especial

09 Outubro 2015 | 10h15

Bogotá - Em seu primeiro compromisso na viagem à Colômbia, nesta sexta-feira, 9, a presidente Dilma Rousseff se encontrará com 20 empresários brasileiros, incluindo executivos de empreiteiras envolvidas no escândalo da Operação Lava Jato. A delegação do Brasil tem representantes de três empresas investigadas no esquema de corrupção na Petrobrás - OAS, Odebrecht e Camargo Corrêa -, assim como o diretor presidente da Petrobras-Colômbia, Nilo Azevedo.

Dilma passará o dia no país vizinho, em viagem de Estado cujo principal objetivo é acelerar acordos comerciais  bilaterais, sobretudo para zerar tarifas de exportação e importação. Hoje, a presidente deve firmar um acordo para o setor automotivo com o colega da Colômbia, Juan Manuel Santos. Por isso, o vice-presidente da Anfavea, Antonio Sérgio Mello, também acompanha a comitiva presidencial.

Fazem parte da delegação brasileira Miller Soares Rufino Pereira, presidente da Camargo Corrêa na Colômbia; Eleuberto Antonio Martorelli, presidente da Odebrecht na Colômbia; e Jorge Luiz de Souza Fortes, diretor de Relações Institucionais da OAS.

Em outra viagem recente de Dilma para discutir relações bilaterais, empreiteiras sob investigação acabaram excluídas de evento semelhante. Em junho, três empresas foram excluídas do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht. A medida teria sido tomada para contornar o desconforto causado às autoridades americanas pela inclusão da Petrobrás no evento. A estatal brasileira é alvo de ações judiciais nos Estados Unidos em consequência do escândalo de corrupção descoberto pela Lava Jato e é investigada pela instituição que regula o mercado acionário dos EUA.

Mercado. Terceira maior economia da América do Sul, a Colômbia é um mercado a ser explorado, sobretudo num momento de retração da economia no Brasil. Depois da Bolívia, a Colômbia é o segundo maior importador da região. "Nosso desafio é exportar mais e acelerar o processo de desgravação", disse o ministro de Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto, que acompanha a presidente.

Além das empresas já citadas, participam do encontro com Dilma executivos da Gerdau, Simers, Softex, Alupae Stefanini e Votorantim. Os presidentes de associações como a Abimaq, ABCE  e Abit também são convidados da presidente. Hoje, no fim do dia, Dilma encerra um fórum empresarial Brasil-Colômbia.

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