Defesa do prefeito de Macapá entra com habeas corpus

A defesa do prefeito de Macapá (AP), Roberto Góes, detido na Polícia Federal em Brasília (DF), entrou, ontem, com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de conseguir uma liminar e assim obter a soltura do chefe do Executivo da capital do Amapá.

RICARDO VALOTA, Agência Estado

21 Dezembro 2010 | 06h27

Como o habeas tem pedido de liminar e o Supremo já se encontra em recesso, o processo será direcionado à análise da Presidência. Góes foi preso preventivamente no último sábado, 18, por agentes da Polícia Federal durante um desdobramento da "Operação Mãos Limpas". A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O prefeito é investigado num inquérito que trata de suposto esquema de corrupção no Amapá e que já levou à prisão, em setembro, o governador Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador Waldez Góes (PDT) - primo do prefeito de Macapá -, o presidente do Tribunal de Contas, Júlio Miranda, e a ex-primeira-dama Marília Góes, já postos em liberdade.

Góes é acusado de ocultar e destruir provas para dificultar a investigação de um esquema que envolvia desvio de recursos da União, irregularidades em licitações e contratações fraudulentas. A defesa de Góes alega que a prisão foi fundamentada apenas na "capacidade em tese do administrador municipal de escolher bem seus subordinados e prevenir desvios". O decreto prisional "não tem um só fundamento fático a sustentar a custódia preventiva", conclui a defesa, pedindo a expedição de alvará de soltura em nome do prefeito.

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