Defesa de doleiro pede anulação de provas da Operação Lava Jato

O argumento é que o juiz responsável pelo caso já se declarou suspeito em investigação conexa a Youssef

Mariângela Gallucci, O Estado de S. Paulo

30 Maio 2014 | 20h03

Brasília - Advogados do doleiro Alberto Yousseff pediram nesta sexta-feira, 30, ao Supremo Tribunal Federal que sejam anuladas as provas obtidas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de existência de um suposto esquema de lavagem de dinheiro que pode ter ultrapassado a cifra de R$ 10 de bilhões.

A defesa do doleiro alega que o juiz da 13ª. Vara Federal em Curitiba, Sérgio Moro, não poderia ter atuado no caso. O argumento é que em 2010 o magistrado se declarou suspeito por foro íntimo para conduzir uma investigação conexa envolvendo Yousseff. Por causa disso, conforme os advogados, o juiz estaria impedido de atuar no caso.

Yousseff e outros 11 investigados foram presos em fevereiro na Operação Lava Jato. Durante as apurações, a Polícia Federal apontou indícios de envolvimento de congressistas com o doleiro. Entre eles, o deputado federal André Vargas (sem partido-PR).

 

 

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