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Defesa de Delcídio diz que senador não confirma conteúdo de reportagem que traz sua delação

Advogados de petista dizem em nota que não conhecem 'a origem', nem reconhecem 'a autenticidade dos documentos que vão acostados no texto'

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Carla Araújo,
O Estado de S.Paulo

03 Março 2016 | 17h19

BRASÍLIA - O senador Delcídio Amaral divulgou há pouco uma nota em que contesta o conteúdo da matéria publicada pela revista Isto É, com trechos de uma suposta delação premiada do senador. “Nem o senador Delcídio, nem a sua defesa confirmam o conteúdo da matéria”, afirma o texto, que é assinado também pelo advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto. “Não conhecemos a origem, tão pouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados no texto.”

A nota diz ainda que o esclarecimento se faz necessário “em respeito ao povo brasileiro e ao interesse público”. “Esclarecemos que em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados”, afirmam. No fim, a nota destaca o “respeito e comprometimento” de Delcídio com o Senado.  

De acordo com a revista IstoÉ, Delcídio teria dito em delação premiada que a presidente Dilma tentou atuar ao menos três vezes para interferir na Operação Lava Jato por meio do Judiciário. "É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação", afirmou Delcídio na delação, segundo a revista. Cardozo deixou esta semana o ministério alegando sofrer pressões do PT. Na delação, Delcídio teria citado também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e detalhado os bastidores da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás. As primeiras revelações do ex-líder do governo fazem parte de um documento preliminar da colaboração. Nessa fase, o delator indica temas e nomes que pretende citar em seus futuros depoimentos após a homologação do acordo. Delcídio foi preso no dia 25 de novembro do ano passado acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e solto no dia 19 de fevereiro.

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