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Mensalao

Decisão sobre extradição de Pizzolato fica para outubro

Andrei Netto, enviado especial

05 Junho 2014 | 13h 20

Corte de Apelação de Bolonha fez primeira audiência para analisar pedido do governo brasileiro para extraditar ex-diretor do Banco do Brasil, condenado por envolvimento no mensalão

Marcos de Paula/Estadão - 14.02.2008
Henrique Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão

Atualizado às 15h20

Bolonha - A Corte de Apelações de Bolonha, na Itália, decidiu nesta quinta-feira, 5, adiar para 28 de outubro a decisão sobre se extraditará ou não o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão.

A data da nova audiência foi feita depois de três horas e meia de sessão, na qual advogados das duas partes foram ouvidos. De acordo com o defensor de Pizzolato, Alessandro Sivelli, a opção por adiar a decisão foi tomada porque o governo brasileiro não teria apresentado todos os documentos que garantam condições mínimas para o ex-diretor em presídios brasileiros.

O advogado que representa o Ministério Público Federal do Brasil na Corte, Michele Gentiloni, afirmou que foram analisadas apenas "questões de processuais" e não se discutiu a extradição.

Pizzolato chegou ao tribunal em um camburão da polícia penitenciária italiana. Após alguns minutos de espera, ele foi retirado do veículo pela porta de trás e escoltado, algemado, por policiais, como mostram imagens obtidas com exclusividade pelo Estado.

Pizzolato fugiu do País após ter pedido de prisão expedido em novembro. Em fevereiro, o ex-diretor foi capturado em Maranello, a 332 quilômetros de Roma, onde vivia com passaporte em nome de um irmão já morto.

O pedido de extradição se baseia em documentação enviada pelo MPF, nas quais também constam fotos de instituições penais brasileiras nas quais Pizzolato poderia cumprir pena caso seja de fato enviado ao Brasil. A defesa do ex-diretor do BB argumenta que, porque dispõe de nacionalidade italiana, ele não pode ser extraditado pelas autoridades italianas. Outra alegação é que Pizzolato teria sido vítima de um julgamento político.

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