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Decisão sobre CPI da Petrobrás sai na próxima quarta, afirma Vital do Rêgo

RICARDO BRITO E DÉBORA ÁLVARES - Agência Estado

03 Abril 2014 | 18h 25

Presidente da Comissão de Constituição de Justiça garantiu que grupo vai avaliar recursos questionando comissão na terça e decisão será anunciada na quarta

Brasília - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), garantiu nesta quinta-feira, 3, que a decisão sobre a instalação da CPI da Petrobrás vai sair na próxima quarta-feira, 9. Ele se reuniu nesta tarde com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem recebeu os dois recursos apresentados por integrantes da base aliada e da oposição que questionam a abrangências dos pedidos de CPI.

Vital do Rêgo anunciou ter convocado para a próxima terça-feira à tarde uma reunião extraordinária da CCJ para apreciar os recursos. Segundo o senador, caso ocorra pedidos de vista, eles serão apenas por horas. Ou seja, a votação no colegiado será mesmo na terça-feira. No dia seguinte, disse, os recursos vão à votação no plenário do Senado.

Na quarta, Renan Calheiros negou os recursos apresentados pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e pelo líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Mas ele próprio determinou que suas decisões fossem analisadas pela CCJ. Gleisi questionava o fato de a CPI apresentada pela oposição conter quatro fatos relativos à estatal. Aloysio Nunes, por sua vez, contestou o fato de a CPI proposta pelos aliados ser uma cópia daquela sugerida pela oposição, com o acréscimo de casos que envolvem o PSDB, de Aécio Neves, e o PSB, de Eduardo Campos.

O presidente da CCJ afirmou ainda que está consultando os líderes partidários para fazer a escolha dos relatores dos dois recursos. Vital disse que espera divulgar os nomes até esta sexta de manhã. Ele não descartou avocar para si a análise dos casos. "Posso ser o relator, mas entendo que tenho que consultar os líderes da comissão e ampliar esse espaço com os colegas", afirmou.

O peemedebista reconheceu o ineditismo da matéria. "Geralmente se faz o aditamento após o início da CPI, mas não há manifestação jurídica de que o fato determinado não pode ter amplitude desde que você coloque no requerimento o que quer", afirmou.

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