Agência Brasil
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Cunha nega que projeto de repatriação de recursos o beneficie

Pelo projeto em discussão, a regularização de recursos remetidos ao exterior importaria em anistia para os crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, desde que não houvesse decisão final da Justiça contra o declarante

Daiene Cardoso, Daniel Carvalho e João Villaverde, O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2015 | 18h14

Brasília - Minutos antes de abrir a sessão que discute o projeto de lei que cria o regime especial de tributação para repatriação e regularização de ativos de brasileiros mantidos no exterior, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou que o trecho polêmico da proposta o beneficie diretamente.

"Absurdo. Em primeiro lugar, é um projeto oriundo do Poder Executivo. Não estou tomando conhecimento do que está acontecendo. Não quero nem saber o que está acontecendo e não me beneficio nem pretendo me beneficiar de absolutamente nada", respondeu Cunha. O peemedebista é investigado na Operação Lava Jato e acusado de ter contas ocultas na Suíça. 

Pelo projeto em discussão, a regularização de recursos remetidos ao exterior importaria em anistia para os crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, desde que não houvesse decisão final da Justiça contra o declarante.

A Comissão Especial incluiu mais seis crimes na lista de anistia: contabilidade paralela (caixa dois), descaminho (deixar de recolher imposto por produto importado), uso de documento falso, associação criminosa, funcionamento irregular de instituição financeira e falsa identidade a terceiro para operação de câmbio. 

O relator da matéria é o peemedebista Manoel Júnior (PB), aliado de primeira hora do presidente da Câmara.

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