Cunha nega mais um pedido de impeachment

Cunha nega mais um pedido de impeachment

Restam sobre a mesa do presidente da Câmara oito pedidos, entre eles o de autoria dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB)

CARLA ARAÚJO E DANIEL CARVALHO, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 18h45

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que indeferiu nesta terça-feira, 6, mais um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Com isso, Cunha já rejeitou seis pedidos. O presidente da Câmara reafirmou nesta segunda que pretende apreciar os pedidos restantes em "10 dias ou 15 dias". O pedido indeferido nesta tarde não cumpriu requisitos exigidos por lei.

Restam sobre a mesa de Cunha oito pedidos, entre eles o de autoria dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O mais recente foi protocolado no último dia 30.

Vetos. Mais cedo, Cunha negou que teve influência na decisão de deputados não comparecerem a sessão de vetos do Congresso e disse que fez o que podia. "Da minha parte eu cooperei, não marquei nenhuma sessão", disse Cunha. Segundo o presidente da Câmara, ele ligou para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informando que não iria criar "nenhum obstáculo". 

Na semana passada, para tentar incluir a apreciação de vetos relacionados a reforma eleitoral, Cunha marcou repetidas sessões e impediu a realização da sessão. Nesta terça, ele afirmou que, apesar de a decisão ter sido tomada pelos líderes e ele como presidente apenas ter cumprido a vontade da maioria, apenas ele ficou com o ônus de ter adiado a sessão. "Na semana passada eles tomaram essa decisão e o ônus ficou em cima de mim", disse. "Essa semana vou ficar na minha posição. Não vou marcar sessões para evitar isso (a apreciação dos vetos). Eles, se forem o caso, é que vão ou não obstruir. Não cabe a mim." 

Questionado se a insatisfação de alguns partidos com a reforma ministerial e a tentativa de pressionar Renan para que o Senado aprecie a PEC da reforma política foram as razões que fizeram os deputados esvaziarem a sessão de hoje, Cunha disse que ouviu "várias motivações". Ele reforçou que não foi pela reforma política "que o governo obteve ou não apoio". "O que contribuiu foi a falta de deputado, por causa da hora. É aquela história, sujeito perdeu a eleição porque faltou voto", disse Cunha, ressaltando que historicamente não há às terças-feiras pela manhã quórum para deliberar em sessões. "Se amanhã não der é porque aí eles não querem votar. Ai é outra coisa."

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