ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Cunha ironiza novo ministro da Saúde e diz que ele quer 'dobrar a meta' com a CPMF

Presidente da Câmara comentou sugestão de Marcelo Castro de que seja criado um novo tributo tanto para as operações de crédito quanto para as de débito

Daniel Carvalho e Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 17h54

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ironizou a sugestão do novo ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), de que a CPMF que o governo pretende recriar seja cobrada tanto nas operações de crédito quanto de débito, o que dobraria a arrecadação do governo.

"Está querendo dobrar a meta. Dobra a chance de não passar", disse. Na sexta-feira, quando o ministro foi nomeado e lançou a proposta, Cunha já havia dito que o Congresso dificilmente aprovará a recriação da CPMF. A proposta é tida como essencial para que o governo consiga ajustar as contas. "Não ganha, ele já defendia isso antes e com argumento até pífio. Aliás é um argumento até risível, de cobrar no débito e no crédito. Ele quer dobrar o problema", afirmou. 

"Não funciona. Nem a do débito vai conseguir, quem dirá a do débito e crédito", disse Cunha. O presidente da Câmara afirmou ainda que a tendência é que Congresso mantenha veto do reajuste do Judiciário que pode ser apreciado na sessão marcada para esta terça-feira. "Acho que há uma consciência de que não podemos ficar contra a criação de impostos e criarmos despesas. A tendência do veto é ser mantido", disse.

Entre os vetos que faltam ser apreciados estão o que prevê o reajuste dos servidores do Poder Judiciário, que tem impacto, segundo dados do governo, de R$ 36,2 bilhões até 2019, e o que atrela o reajuste do salário mínimo a todos os benefícios do INSS, o que representa uma despesa extra de R$ 11 bilhões no mesmo período. 

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