Cunha evita falar sobre abertura de novo inquérito no Supremo

Antes de deixar Brasília, presidente da Câmara disse que ainda não teve acesso à decisão; peemedebista também não quis comentar novo pedido de bloqueio de duas contas atribuídas a ele

Daiene Cardoso, Agência Estado

16 Outubro 2015 | 12h32

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta sexta-feira, 16, que ainda não teve acesso a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizando abertura de inquérito contra ele e o novo pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) solicitando o bloqueio de duas contas bancárias na Suíça atribuídas a ele. O peemedebista preferiu não comentar os desdobramentos de seu processo.

"Não tive acesso a nada. Falarei por nota e meu advogado responderá o que for necessário no tempo que tiver acesso", disse ao Broadcast Político. Cunha, que deixou Brasília nesta manhã e deve passar o fim de semana no Rio de Janeiro, deve divulgar uma nota à imprensa nas próximas horas.

Nesta quinta, ao autorizar a abertura de inquérito contra o parlamentar, sua mulher Cláudia Cruz e uma de suas filhas, o ministro Teori Zavascki recomendou que a atuação do Ministério Público e das autoridades policiais "se desenvolva de forma harmoniosa" e que vise "a busca da verdade a respeito dos fatos investigados, pelo modo mais eficiente e seguro em tempo mais breve possível". 

Nesta sexta, a PGR pediu ao STF um novo bloqueio de duas contas bancárias mantidas no Banco Julius Bäer atribuídas ao presidente da Câmara. Uma das contas está em nome de Cláudia Cruz. A PGR diz que em 12 anos, a evolução patrimonial do peemedebista foi de 214%. 

Mais conteúdo sobre:
operação lava jato eduardo cunha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.