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CPI dos fundos de pensão pede autorização de Moro para ouvir ex-tesoureiro do PT

Para integrantes da oposição na comissão, João Vaccari Neto também teria influenciado em decisões de investimentos malsucedidos feitos em empresas públicas

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Erich Decat,
O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 18h03

BRASÍLIA - O presidente da CPI dos Fundos de Pensão, deputado Efraim Filho (DEM-PB), encaminhou ao juiz federal Sérgio Moro autorização para realizar a oitiva do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. A ideia do deputado é coletar o depoimento de Vaccari na primeira semana de fevereiro, logo após o término do recesso do Legislativo.

O ex-tesoureiro do PT foi preso em abril do ano passado sob suspeita de participar do esquema de corrupção que desviou recursos da Petrobrás. Para integrantes da oposição na CPI dos Fundos, Vaccari também teria influenciado em decisões de investimentos malsucedidos feitos em empresas públicas.

"A solicitação já foi feita ao juiz Sérgio Moro. Decidimos isso ontem. Acredito que a única coisa que pode impedir o Vaccari de vir é ter no mesmo dia alguma audiência com ele em Curitiba", afirmou Efraim Filho ao Estado. "Vamos fazer a oitiva provavelmente na quarta-feira, 3, pela manhã. O Vaccari também foi citado na triangulação entre o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro e o diretor da Funcef Carlos Borges, mostrando que ele era uma das pessoas que fazia essa ponte entre o PT e os fundos de pensão, misturando o público com o privado", ressaltou o deputado.

Mesmo se confirmada a ida do ex-tesoureiro do PT à CPI, Vaccari poderá recorrer ao direito Constitucional de não dar declarações durante a audiência. "Sabemos das dificuldades. Mas o silêncio dele gerará presunção de culpa, a opção é dele", considerou Efraim Filho.

Carnaval. Segundo o presidente da CPI, ainda não foi definido quando será realizada a primeira sessão deliberativa do colegiado. Em razão disso, a tendência é que o requerimento de convocação do ministro Jaques Wagner seja colocado em votação somente após o Carnaval.

O pedido de depoimento do ministro foi apresentado no último dia 11 por deputados de oposição, após o Estadão revelar que conversas obtidas pela Operação Lava Jato no celular de Léo Pinheiro indicam suposta atuação de Wagner na intermediação de negócios entre a empresa e fundos de pensão.

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