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Cotado para vice da Câmara diz que renúncia de Vargas é 'de foro íntimo'

LUCIANA NUNES LEAL - Agência Estado

23 Abril 2014 | 12h 21

Ex-ministro de Relações Institucionais, petista Luiz Sérgio(RJ) deve se encontrar com Rui Falão nesta quarta

Rio - Cotado para assumir a vice-presidência da Câmara no lugar do deputado André Vargas (PT-PR), o também petista Luiz Sérgio (RJ) disse, na manhã desta quarta-feira, 23, que a renúncia do companheiro de partido ao mandato parlamentar "é uma decisão de foro íntimo dele". "Respeito a decisão que ele tomar", disse Luiz Sérgio, ex-ministro de Relações Institucionais.

Depois da divulgação de mensagens obtidas pela Polícia Federal que apontam a proximidade de Vargas com o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, o deputado renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara, mas não ao mandato. O presidente do PT, Rui Falcão, tem pressionado Vargas a renunciar e o líder petista na Câmara, Vicentinho, disse que o paranaense comete um "grande erro" ao fragilizar o governo e o PT por insistir em continuar na Câmara.

Vargas, porém, desafia o comando petista e promete trabalhar para fazer de Luiz Sérgio o novo vice-presidente na Casa. "Levantaram meu nome, fico muito honrado com isso, mas não existe ainda nenhum candidato a vice-presidente, porque a bancada do PT não deliberou sobre isso. Não estive com o Rui Falcão, espero fazer isso nesta quarta. Quero ouvir o que ele tem a dizer", afirmou Luiz Sérgio.

O deputado do Rio é visto como integrante do grupo de petistas solidários a Vargas, ao lado de José Mentor (SP). A conduta de Vargas é analisada pela Comissão de Ética do PT e pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Depois de renunciar à vice-presidência da Câmara, o petista chegou a dizer que abriria mão do mandato por acreditar que, com isso, se livraria do julgamento no Conselho de Ética. O processo, porém, pode não ser encerrado mesmo com a renúncia do deputado investigado.