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Cotado para Fazenda, Trabuco se reúne com Dilma

Cotado para Fazenda, Trabuco se reúne com Dilma

Executivo do Bradesco teria sido convidado para assumir o ministério durante encontro em Brasília

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Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura ,
O Estado de S. Paulo

20 Novembro 2014 | 01h36

Brasília - Cotado para assumir o Ministério da Fazenda, o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, se reuniu na quarta-feira, 19, em Brasília com a presidente Dilma Rousseff, informa Sonia Racy. Ele teria sido convidado para o cargo.

A escolha de um nome para a Fazenda, para tentar acalmar o mercado, e os desdobramentos e reflexos políticos para o governo em decorrência da Operação Lava Jato foram os dois temas dominantes da reunião de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim da tarde de terça-feira, em Brasília.

Boatos de que poderia haver um anúncio oficial ontem sobre a equipe econômica mexeram com o mercado financeiro. Para Lula, a melhor indicação seria a de Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central em seu governo. Mas a presidente continua resistindo. Em sua lista de opções, além de Trabuco, há o nome do presidente Banco Central, Alexandre Tombini, com quem a presidente também teve a oportunidade de conversar, e muito, nos últimos dias.

Tombini não só esteve com Dilma na reunião do G-20, na Austrália, como foi convidado por ela a voltar no avião presidencial para Brasília, mais precisamente na cabine presidencial, durante o voo de volta para o Brasil.

O atual titular da Fazenda, Guido Mantega, permaneceu em Brisbane, na Austrália. Enquanto isso, Dilma e Tombini voavam, pararam em Osaka, no Japão, depois jantaram em Seattle, nos Estados Unidos, durante o tempo de reabastecimento do avião e por fim, fizeram uma parada na Cidade do Panamá.

Há ainda especulações em torno do nome do ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, que não restabeleceu todas as pontes com Dilma, mas tem discutido e participado de reuniões com projetos para o futuro com integrantes do governo. Barbosa é professor da Fundação Getúlio Vargas.

Por partes. A presidente tem seu timing próprio e, em entrevista antes de viajar para a Austrália, avisou que, ao retornar da reunião do G-20, iria começar a tratar das mudanças ministeriais “por partes”. Mas as novas denúncias e prisões ligadas ao caso de corrupção na Petrobrás fazem com quem o governo tente apressar a formação do novo ministério para reverter a onda negativa que domina a agenda nacional.

Depois desta e outras reuniões da presidente com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o governador da Bahia, Jacques Wagner, especula-se que Dilma possa anunciar a primeira etapa da reforma ministerial até amanhã. Mas não há nada definido. Ontem, Dilma voltou a se reunir no fim da manhã com Wagner, que em seguida embarcou para Salvador. O governador é um dos principais interlocutores da presidente neste momento e é cotado para pastas como Indústria e Comércio - que seria de sua preferência -, mas até a da Justiça teria entrado como alternativa.

Wagner avisou que não gostaria de ser deslocado para a presidência da Petrobrás, no lugar de Graça Foster, nem quer ir para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), cargo que já ocupou e atualmente tem à frente o também petista Ricardo Berzoini.

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