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Cotado para assumir Ministério do Turismo sofre restrições no PMDB

Atualizado às 15h20 - Bernardo Caram e José Roberto Castro

13 Março 2014 | 09h 53

Representantes da legenda repetem que não participaram de indicações; presidente nacional da sigla diz que nomeação não pacifica crise entre ala rebelde e governo

Brasília - O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), afirmou nesta quinta-feira, 13, que o nome de Ângelo Oswaldo, atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), sofre resistência de setores do partido. Segundo ele, a indicação do mineiro não pacificaria a bancada de Minas Gerais. O nome de Oswaldo surgiu nessa quarta em meio à possibilidade de posse para esta sexta-feira e é apoiado pelo também mineiro Antônio Andrade, ministro da Agricultura.

Segundo Raupp, a presidente vai decidir ainda nesta sexta se haverá posse de ministros na manhã desta sexta ou se será adiada para segunda-feira. O atual ministro do Turismo, Gastão Vieira, recebeu um comunicado do Palácio do Planalto na quarta-feira para não deixar a cidade até o dia de hoje. Depois que o senador Vital do Rêgo recusou o convite para o cargo, integrantes da cúpula do PMDB procuram um nome fora da cota do Congresso.

Sobre a crise entre PT e PMDB, Raupp não mostrou otimismo. "(A resistência) da bancada da Câmara vai demorar um pouco mais", disse. O senador disse ainda que há a possibilidade de que 12 ou 13 alianças regionais entre os dois partidos se resolvam nos próximos dias. Segundo ele, o PMDB ficaria com a cabeça de chapa em 8 ou 9 estados e apoiaria o candidato do PT nos outros.

No início da tarde, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que haverá posse de novos ministros às 10 horas da manhã desta sexta-feira. Alves, entretanto, não sinalizou os possíveis nomes escolhidos. "O PMDB da Câmara não está participando das indicações. Isso foi uma decisão unânime da bancada. Respeitamos o direito da presidenta de escolher os nomes", disse o deputado. "Não podemos negar que ela fez boas escolhas", concluiu.

O personagem central no embate entre governo e parlamentares dissidentes na Câmara, o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha, negou que tenha indicado os nomes de Neri Geller e Ângelo Oswaldo, que devem assumir, respectivamente, os ministérios da Agricultura e do Turismo. "Não indiquei ninguém, não dei aval e nem sei quem indicou. Dou curso apenas às decisões da bancada, que abriu mão desses cargos", escreveu Cunha em seu perfil no Twitter.

Cunha argumentou que Neri Geller é da equipe do atual ministro, o peemedebista Antônio Andrade. Sobre Ângelo Oswaldo, que é ex-prefeito de Ouro Preto, o líder disse que "nem sabia que era filiado ao PMDB". "Esse que estão falando aí para o Turismo, nunca nem ouvi falar", escreveu.

 

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