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Costa tentou negócio com controlador de frigorífico

SABRINA VALLE - Agência Estado

14 Abril 2014 | 20h 29

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato, tentou levar o controlador do frigorífico JBS (J&F) para investir numa empresa que opera barcos de apoio para a Petrobras, a Astromarítima. J&F e Astromarítima disseram que foram procurados por Costa. As empresas fizeram apenas uma reunião, mas não houve interesse do controlador do frigorífico em fazer o investimento.

Costa é investigado pela PF por suspeita de intermediar negócios e cobrar pedágios que seriam usados posteriormente para financiamento de campanha política. O ex-diretor da estatal chegou a assinar um pré-contrato de "intermediação de negócios" com a Astromarítima. O documento mostra que o executivo cobraria 5% de comissão, chamados de "honorários de êxito", caso o acordo fosse adiante.

Caso o J&F pagasse mais dos que os R$ 110 milhões que a empresa calculou valer, Costa receberia 50% de comissão sobre o excedente. O pré-acordo foi assinado em 13 de novembro de 2012, sete meses depois de Costa ser demitido da Petrobras. Alcir Bourbon, um dos sócios da Astromarítima, entregou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o documento, que previa a compra das ações da Astromarítima, e não contratos com a petroleira.

"Era uma proposta de investimento, não tinha nada a ver com a Petrobras e sequer foi adiante", disse. "Há 30 anos prestamos serviço para a Petrobras e todos os nossos contratos foram fruto de licitação. São negócios que não estão sujeitos a influência de ninguém". A visita à Astromarítima foi feita pelo diretor de negócios do J&F, Humberto Junqueira de Farias. Nas anotações de Costa apreendidas pela PF, o negócio aparece com a rubrica "Humberto Junqueira de Farias - aguardando contraproposta". Segundo Bourbon, desde 2012 a Astromarítima reduziu sua carteira de 24 para 20 barcos operados, entre unidades próprias e estrangeiras. O faturamento se mantém em cerca de R$ 8 milhões por mês e os sócios continuam os mesmos desde a fundação da companhia, há 33 anos.

O J&F é um grupo que investe em negócios diversificados, como infraestrutura, energia eólica, linha de transmissão, celulose e setor bancário. Hoje, não tem investimentos no setor de óleo e gás. O contrato tinha validade de um ano e estabelecia as condições para que a Costa Global promovesse "a aproximação/ intermediação da companhia J&F", que tinha "interesse em aportar recursos na companhia" ou "adquirir participação societária". "As partes estabelecem que a referida remuneração será devida a Costa Global caso a companhia investida venha a concretizar negócios com o investidor indicado". (Colaborou Fausto Macedo)

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