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Corregedor acata pedido de Lula sobre procurador

Órgão quer explicações sobre procurador que investiga possível tráfico de influência praticado pelo ex-presidente em favor da Odebrecht; co

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André Borges e Talita Fernandes ,
O Estado de S. Paulo

22 Julho 2015 | 12h39

Atualizado às 23h38

Brasília - A Corregedoria Nacional do Ministério Público aceitou pedido apresentado pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva e instaurou ontem um procedimento disciplinar para apurar conduta do procurador responsável pela abertura de investigação criminal contra o ex-presidente. Contudo, outro pedido apresentado pelos advogados de Lula não foi acolhido: de suspensão da investigação na Procuradoria do Distrito Federal.

O alvo da reclamação disciplinar é o procurador da República no Distrito Federal Valtan Timbó Mendes Furtado, que instaurou investigação para apurar suposto tráfico de influência internacional envolvendo Lula e a empreiteira Odebrecht.

O Instituto Lula questionou na semana passada a decisão de abrir um procedimento de investigação formal para apurar se o ex-presidente Lula praticou tráfico de influência em favor da construtora.

O instituto, com sede em São Paulo, questiona o fato de um procedimento preliminar de investigação ter sido transformado em investigação formal antes do prazo final determinado para as respostas. 

Além disso, foi questionado o fato de a abertura ter sido feita pelo procurador Valtan e não pela procuradora que estava responsável pelo caso inicialmente, Mirella Araújo. 

A Procuradoria no Distrito Federal argumenta que isso ocorreu porque Mirella estava em férias e alega que um procedimento preliminar pode ser transformado em investigação formal a qualquer momento. 

Atribuições. O Conselho Nacional do Ministério Público informou que o pedido de suspensão do inquérito não foi aceito “pois suas atribuições são restritas à análise do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público exclusivamente no quesito disciplinar”. O corregedor Nacional, Alessandro Tramujas, determinou a imediata notificação do procurador da República para que ele preste informações. 

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