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Correção: diretor da Petrobras nega contato com Argôlo

ANTONIO PITA - Agência Estado

16 Maio 2014 | 19h 33

Na matéria enviada anteriormente havia uma incorreção. O nome do diretor da Petrobras é José Carlos Cosenza e não Consenza. Segue matéria corrigida.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, negou nesta sexta-feira, 16, ter contato com o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) e com o doleiro Alberto Youssef, investigados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Youssef está preso desde março, quando a operação foi deflagrada. Documentos da polícia indicam citações ao diretor da estatal em conversa com o doleiro, de quem seria próximo.

Cosenza assumiu a diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras em 2012, após a saída de Paulo Roberto Costa. O ex-diretor está preso também desde março, e é apontado pela PF como um dos articuladores das fraudes de Youssef em contratos da estatal. A organização criminosa, segundo a polícia, desviou cerca de R$ 10 bilhões em recursos públicos e teria fraudado contratos da Petrobras com empresas fornecedoras.

Em nota, Cosenza diz que não conhece Alberto Youssef e que não manteve contato com o deputado Luiz Argôlo. O jornal O Estado de S. Paulo revelou hoje que o relatório da PF indica que Luiz Argôlo pode ter agendado uma reunião entre o doleiro e o atual diretor da Petrobras. Escutas telefônicas feitas pela polícia indicam conversas em que o doleiro Alberto Youssef pede para que o deputado baiano converse com o "substituto do PR", em referência à Paulo Roberto, para "ajudar um amigo".