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Cooperativa troca comando após prisão de presidente

Presidente interino, Carlos Alberto Santana da Silva, um dos presos temporariamente na Operação Alba Branca, que investiga fraudes em contratos da merenda escolar, foi afastado do cargo

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Rene Moreira, especial para,
O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2016 | 07h18

A Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), alvo da Operação Alba Branca – que investiga superfaturamento de preços e pagamento de propina em contratos de merenda escolar –, trocou sua diretoria. Em assembleia realizada na quarta-feira, em Bebedouro (SP), o então presidente interino Carlos Alberto Santana da Silva, um dos presos temporariamente na operação, foi afastado do cargo.

Seu substituto, Nilson Fernandes, disse que o objetivo da troca é evitar que os produtores rurais, sem envolvimento com as fraudes, sejam prejudicados. Segundo ele, os cooperados não têm relação com a comercialização de produtos por parte da cooperativa. “O agricultor não tem conhecimento de propina.”

A nova diretoria avalia desde anteontem pedidos de demissão voluntária feitos por alguns funcionários. De acordo com Fernandes, a operação desestabilizou a instituição.

‘Planejamento’. Para ele, a Coaf não cometeu nenhum crime. “O que aconteceu foram coisas envolvendo funcionários, a cooperativa não tem culpa.” Ele informou que os novos diretores já começaram a levantar dados com os funcionários e a juntar documentos para analisar a situação da entidade. “Vamos ver a realidade hoje e traçar um planejamento.”

Desde o início do escândalo da merenda, em janeiro, os negócios na cooperativa ficaram praticamente parados.

O novo vice-presidente, Rui Pereira, acredita que a nova formação com agricultores da diretoria da Coaf – com 1.172 associados – ajuda a dar credibilidade à instituição na tentativa de recuperar sua imagem. “Eu mesmo estou plantando hoje berinjela, mandioca, abóbora e pimentão”, afirmou.

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